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Economia

Shein vende mais que Marisa no Brasil

Empresa chinesa faturou R$ 7 bilhões no País em 2022

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Shein ultrapassa rede Marisa no Brasil e suas vendas crescem mais que de outros varejistas | Foto: Divulgação/Shein

A empresa de fast fashion (moda rápida) chinesa Shein, que conquistou os consumidores do Brasil na internet, já vende mais que a rede Marisa no país, que tem lojas físicas em todo o território nacional. Enquanto a Shein faturou R$ 7 bilhões no Brasil em 2022, a Marisa vendeu “apenas” R$ 3,2 bilhões. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo na sexta-feira 9 e são estimativas do banco BTG Pactual.

A Shein foi fundada em 2008 na China e hoje mantém sua sede em Singapura. A empresa lança 2 mil novas peças todos os dias e não divulga seu faturamento global ou local. O BTG Pactual estima que a Shein tenha vendido US$ 30 bilhões em 2022, o equivalente a R$ 147 bilhões. Já a espanhola Inditex, controladora da Zara, sua concorrente considerada “premium” por muitos brasileiros (influenciadores fazem várias comparações na internet de peças parecidas da Zara e da Shein) faturou € 32,6 bilhões, equivalente a R$ 171 bilhões.

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Vendas da Shein crescem mais que de outros varejistas no Brasil

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Marisa foi a rede que mais sofreu com as vendas da Shein no Brasil | Foto: Divulgação/Marisa

As vendas da Shein saltaram 250% em relação a 2021, quando a empresa faturou R$ 2 bilhões no Brasil. Os varejistas locais, por sua vez, saltaram entre 10% e 25%. Em questão de crescimento de vendas, a empresa de origem chinesa superou outros varejistas além da Marisa. A receita bruta da Guararapes, dona da rede Riachuelo, foi de R$ 8,6 bilhões em 2022. No mesmo ano, a receita da C&A foi de R$ 8,2 bilhões.

“A Marisa é uma das que mais sofrem com o sucesso da Shein”, disse o consultor em varejo Eugênio Foganholo, da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, à Folha. “Essa disputa deve se tornar ainda mais forte agora, com a Shein iniciando a produção no Brasil.” A Marisa sofre com uma crise financeira há mais de dez anos. Em março, a rede de moda anunciou que vai fechar 91 de suas lojas físicas até junho para se reestruturar financeiramente.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Nada contra ser uma empresa chinesa ou de Singapura., contanto que a fabricação seja no Brasil.
    No entanto, devemos PRESTAR MUITA ATENÇÃO quanto aos fornecedores brasileiros para ver se não existe algum tipo de sonegação fiscal ou trabalho “análogo a escravo”.
    É muito difícil consegui preços competitivos com a China sendo a fabricação nacional.

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