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Economia

Boletim Focus: mercado eleva projeção da inflação e Selic

Pela 14ª semana seguida, analistas aumentam estimativa para o IPCA de 2026, que estoura o teto da meta estipulada pelo governo

Banco Central acareação Master
Sede da autoridade monetária nacional; relatório Focus projeta alta na taxa básica de juros, a Selic, diante de pressões inflacionárias | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O mercado financeiro revisou para cima as projeções para os principais indicadores econômicos do país. Conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 15, os analistas aumentaram as estimativas tanto para a inflação oficial quanto para os juros básicos da economia ao final deste ano.

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O movimento ocorre na mesma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniu para definir o patamar da Taxa Selic. A expectativa majoritária do setor privado é que o colegiado interrompa o ciclo de cortes e mantenha os juros em 14,5% ao ano neste encontro, depois da redução de 0,25 ponto porcentual realizada em abril.

Inflação pressionada e Selic em alta

As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam gerando impactos diretos sobre as cadeias globais de suprimentos. O encarecimento dos combustíveis e dos alimentos pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que levou o mercado a elevar a projeção da inflação pela décima quarta semana consecutiva.

De acordo com o boletim Focus, a estimativa para o IPCA em 2026 saltou de 5,11% para 5,3%. O número estoura o teto do intervalo de tolerância da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional, que varia de 1,5% a 4,5%. Dados do IBGE mostram que o IPCA acumulado em 12 meses já atinge 4,72%.

Como reflexo da inflação resistente, os analistas subiram a previsão da Taxa Selic para o fim do ano de 13,5% para 13,75% ao ano. Entre junho de 2025 e março de 2026, os juros permaneceram em 15% ao ano — o maior nível em quase duas décadas.

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Para os anos seguintes, o mercado projeta uma trajetória de queda gradual. A expectativa para a Selic em 2027 recuou para 12% ao ano, seguida por 10,25% ao ano em 2028 e 10% ao ano em 2029. Já o IPCA estimado para os próximos períodos ficou em 4,1% para 2027, 3,68% para 2028 e 3,5% para 2029.

Atividade econômica e PIB

Por outro lado, o mercado financeiro melhorou ligeiramente a porcepção sobre o ritmo de atividade econômica nacional. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano passou de 1,91% para 1,96%.

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A revisão acompanha o desempenho do primeiro trimestre, período em que a economia expandiu 1,1% frente aos últimos meses do ano passado. Para 2027, os analistas do boletim Focus mantiveram o cenário de alta de 1,7% no PIB, com avanço projetado de 2% para os anos de 2028 e 2029.

No mercado de câmbio, as projeções para o encerramento do ano apontam para o dólar cotado a R$ 5,20. Para o fechamento de 2027, as instituições financeiras estimam que a moeda norte-americana seja negociada a R$ 5,25.

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