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Economia

Setor privado ajuda Brasil a superar tarifaço, diz Roberto Azevêdo

Único brasileiro a comandar a Organização Mundial do Comércio afirma que empresários, tanto brasileiros quanto norte-americanos, agem para manter o fluxo de negócios entre os dois países

O diplomata Roberto Azevêdo comentou a crise que envolve o tarifaço | Foto: Reprodução/X/@wto
O diplomata Roberto Azevêdo comentou a crise que envolve o tarifaço | Foto: Reprodução/X/@wto

Setores empresariais seguem demonstrando preocupação com o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Um deles é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que divulgou, nesta quinta-feira, 25, os nomes que vão compor a nova diretoria a partir de 2026.

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Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), vai integrar a equipe. Ele vai assumir o Conselho Superior de Comércio Exterior da entidade.

A atuação do setor privado diante do tarifaço 

O diplomata brasileiro será o responsável pela “diplomacia empresarial” da Fiesp, cujo objetivo é fortalecer a economia brasileira por meio da indústria. Em entrevista a Oeste, Azevêdo afirmou que o setor privado tem muito a contribuir diante da crise que envolve o tarifaço.

O único brasileiro a comandar a OMC reconheceu as dificuldades que a diplomacia brasileira enfrenta em razão das sanções. Contudo, afirmou que a indústria consegue encontrar caminhos para amenizar a situação. Azevêdo disse, por exemplo, que o setor privado norte-americano trabalhou para que certos produtos brasileiros não fossem taxados.

“Os setores norte-americanos fizeram a Casa Branca entender que era uma situação de dano para a economia e para o consumidor norte-americano”, explicou o diplomata. “Esses canais foram fundamentais para preservar metade de nossas exportações para os EUA.”

Leia mais: “A América voltou. Recomenda-se negociar”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 259 da Revista Oeste

Para Azevêdo, o setor privado não pode se omitir diante da crise. “Precisa estar presente, ser criativo e inovador, porque é uma negociação que vai fugir completamente do tradicional.”

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