Depois de dois meses seguidos de queda, o setor de serviços no Brasil registrou um resultado positivo em novembro do ano passado e superou as expectativas mais otimistas.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 13, pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços no país teve alta de 2,4% em novembro, na comparação com outubro.
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O número de outubro, por sua vez, foi revisado pelo instituto — passou de uma queda de 1,2% para uma baixa ainda maior, de 1,6%.
Em relação a novembro do ano anterior (2020), o setor de serviços alcançou um crescimento expressivo de 10%. Foi a nona taxa positiva consecutiva nessa base de comparação.
Com o resultado, o setor ficou 4,5% acima do patamar verificado antes do início da pandemia de covid-19, ainda em fevereiro de 2020.
Os dados de novembro vieram bem acima do esperado pelo mercado. A projeção da Refinitiv era uma oscilação positiva de 0,2% na base mensal e de 6,5% na comparação anual.
“Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e três negativas.”
Em novembro de 2021, quatro das cinco atividades pesquisadas registraram crescimento. O maior destaque ficou por conta dos serviços de informação e comunicação (+5,4%).
A atividade de transportes teve alta de 1,8% no período, praticamente recuperando a perda de 1,9% registrada entre setembro e outubro do ano passado.
O turismo também respondeu por parte importante da recuperação do setor. Em novembro, a alta do segmento foi de 4,2% na comparação com outubro — sétima taxa positiva consecutiva. No entanto, a atividade ainda se encontra 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia.
No acumulado de janeiro a novembro de 2021, a taxa de crescimento dos serviços ficou em 10,9%. Em um período de 12 meses até novembro, a expansão foi de 9,5%.
Leia também: “Os verdadeiros números da economia brasileira”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 64 da Revista Oeste





































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