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Economia

Santa Catarina bate recorde histórico de abertura de empresas em 2025

O governo estadual atribui o saldo positivo de 140 mil novos negócios às novas medidas de desburocratização

Os dados do último Censo revelam que Santa Catarina obteve o maior saldo migratório absoluto e proporcional do Brasil | Foto: Shutterstock
Os dados do último Censo revelam que Santa Catarina obteve o maior saldo migratório absoluto e proporcional do Brasil | Foto: Shutterstock

Santa Catarina alcançou, em 2025, o maior número de abertura de empresas de sua história. Entre janeiro e dezembro, houve registro de 293 mil novos Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJs), enquanto 153 mil negócios foram encerrados, o que resultou em um saldo positivo de 140 mil empresas.

O recorde anual, de acordo com o governo do Estado, acompanha o forte desempenho da economia catarinense, que cresce acima da média nacional e mantém a menor taxa de desemprego do país.

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O setor de transporte foi um dos principais responsáveis pelo avanço, com saldo superior a 20 mil novos CNPJs e crescimento de 24% em relação a 2024. Também se destacaram o comércio e a reparação de veículos, com 17,9 mil empresas abertas, além das atividades administrativas e serviços complementares (16,5 mil), construção civil (14,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (12,8 mil).

Santa Catarina bate recorde histórico de abertura de empresas em 2025
Foto: Reprodução/Governo de Santa Catarina

Na avaliação do governador Jorginho Mello, o desempenho reflete um ambiente favorável ao investimento. “Empreender em Santa Catarina é um bom negócio porque o Estado conta com segurança jurídica, um povo trabalhador e um ambiente de negócios favorável”, afirmou. “Aqui o Governo do Estado trata o empreendedor como um parceiro, e não como um inimigo. Por isso facilitamos o processo de abertura de empresas.”

Dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc) mostram ainda o avanço da participação feminina no empreendedorismo. Em 2025, as mulheres representaram 40,8% do quadro societário das empresas, além de crescimento na participação do capital social.

A maioria dos novos negócios é formada por micro e pequenas empresas, com predominância dos Microempreendedores Individuais, que respondem por mais de 70% dos CNPJs abertos. As empresas limitadas aparecem na sequência, com quase 30%, seguidas por sociedades anônimas, cooperativas e empresários individuais.

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Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello I Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“Analisamos este resultado com muito otimismo, porque o MEI é a porta de entrada para o empreendedor formalizar sua atividade econômica”, disse o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. “A partir do micro, ele pode ampliar seu negócio e migrar para outros portes empresariais. O Governo de Santa Catarina acredita no empresário e oferece incentivos como o Pronampe SC e o Juro Zero, com crédito subsidiado para ajudar a empresa.”

Para o presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, a prioridade é garantir liberdade econômica. “O empreendedor catarinense tem pressa e o Governo de Santa Catarina também”, declarou. “Estamos modernizando e simplificando o ambiente de negócios para facilitar a abertura de empresas, conforme o governador Jorginho Mello determinou. Assim, reduzimos a burocracia e garantimos mais oportunidade e geração de empregos.”

Foto: Reprodução/Governo de Santa Catarina

Santa Catarina cresceu 5% em 2025 até outubro

O cenário positivo é impulsionado pelo aumento do consumo e pelo crescimento econômico. Dados do Banco Central indicam que Santa Catarina registrou expansão de 4,9% até outubro, acima da média nacional, com destaque para a indústria, o comércio e os serviços.

As medidas do governo estadual para desburocratizar o ambiente empresarial envolvem a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços e a Jucesc.

Uma das principais iniciativas é o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro, que amplia o número de atividades classificadas como de baixo risco. Com isso, empresas enquadradas no programa podem iniciar suas operações por meio de autodeclaração, sem a necessidade de autorizações prévias do poder público.

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