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Economia

Correios preparam demissão voluntária de 7 mil funcionários

Mesmo em contenção, a expectativa para 2026 é de um prejuízo próximo de R$ 10 bilhões

Correios demissões voluntárias
Correios estão em processo de reestruturação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os Correios preparam um novo programa de demissão voluntária (PDV) que poderá atingir até 7 mil funcionários. A iniciativa deve ser lançada nas próximas semanas e se manterá aberta até o fim do ano. Está incluída no projeto de reestruturação da estatal.

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Em 2025, a empresa registrou um rombo de R$ 8,5 bilhões, mais do que o triplo do de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões e já era considerado alto. Mesmo em contenção, a expectativa para 2026 é de um prejuízo próximo de R$ 10 bilhões.

A adesão será destinada aos empregados que atuam em unidades previstas para fechamento. O projeto prevê a extinção de cerca de mil estruturas da empresa, entre centros de tratamento de encomendas, áreas de armazenagem de cargas e agências de atendimento.

Diferentemente do primeiro PDV de 2026, a direção da empresa não pretende fixar uma meta de adesões. No programa anterior, aberto em fevereiro e encerrado em março, 3 mil trabalhadores aceitaram deixar a estatal, número muito inferior à expectativa inicial de dez mil participantes.

Os Correios declaram ter alcançado parte relevante da economia projetada. Para a nova rodada do programa, a indenização deverá ser menor do que a oferecida anteriormente, além de contar com um teto de pagamento que ainda está sendo definido.

Redução para conter crise nos Correios

As regras finais estão sendo analisadas pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação. Caso o programa não produza o resultado esperado, a possibilidade de demissões não está descartada pela administração.

Leia mais: “Correios: rombo triplica e chega a R$ 8,5 bilhões”

A redução da folha de pagamento tornou-se uma das principais frentes da reestruturação. No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões, resultado 80% superior ao apurado no mesmo período do ano passado.

O governo federal considera que a estatal poderá voltar ao equilíbrio financeiro em 2027. Para isso, o plano em andamento combina corte de despesas e ampliação de receitas por meio de parcerias com a iniciativa privada.

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