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Economia

Reindexação do Orçamento pode elevar gastos em R$ 1,4 trilhão até 2034

Estudo aponta pressão fiscal sobre os próximos mandatos devido ao reajuste automático de despesas federais

Ministério da Fazenda | Foto: Divulgação/Agência Brasil/Marcelo Camargo; gastos públicos; carga tributária
Ministério da Fazenda | Foto: Divulgação/Agência Brasil/Marcelo Camargo

A reindexação de despesas federais deve gerar um aumento de R$ 1,397 trilhão nos gastos entre 2027 e 2034.

O dado consta em estudo dos economistas Fábio Serrano e Samuel Pessoa, do BTG Pactual.

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O cálculo abrange gastos com salário mínimo, saúde, educação, emendas parlamentares e fundos específicos.

Os especialistas classificam o reajuste automático como uma pressão sobre os juros e a dívida pública.

Além disso, o estudo revela que a revisão dessas regras será um desafio central para o próximo presidente.

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“Sem alterações nessas regras, torna-se difícil reduzir de forma significativa o crescimento real das despesas públicas”, afirmam os autores. “Por essa razão, a revisão dessas vinculações deverá provavelmente figurar entre os principais desafios da próxima gestão presidencial.”

Reindexação: salário mínimo é o que pesa mais

O salário mínimo representa o maior impacto, com custo extra de R$ 747 bilhões em oito anos.

A regra atual prevê correção pela inflação e pelo Produto Interno Bruto (PIB), com teto de 2,5% de ganho real.

O piso nacional corrige automaticamente benefícios previdenciários, abono salarial e seguro-desemprego.

Os pisos de saúde e educação também pressionam as contas. As regras voltaram depois da queda do teto de gastos e vinculam as verbas à receita da União.

No entanto, especialistas criticam o efeito pró-cíclico do modelo, que eleva gastos quando a arrecadação sobe, mas engessa o Orçamento em crises.

Leia também: “Mercado projeta alta da inflação”

Já as emendas parlamentares cresceram de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões desde 2018. “Com o tempo, foram sendo aprovadas regras que passaram a vincular parte dessas despesas a parâmetros objetivos, criando mecanismos formais de indexação”, explicam Serrano e Pessoa no estudo.

Os economistas defendem, portanto, a ideia de que a correção dos pisos ocorra apenas pela inflação e pela demografia. Eles também sugerem congelar emendas e limitar o salário mínimo à inflação passada.

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