O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, escolheu Celso Eloi de Souza Cavalhero para comandar o Banco de Brasília (BRB), depois que uma decisão judicial afastou o atual presidente, Paulo Henrique, por 60 dias.
A medida também atinge o diretor financeiro da instituição, Dario Oswaldo Garcia Júnior, ambos retirados das funções por ordem da Justiça.
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Segundo Ibaneis Rocha, a indicação de Celso Eloi busca garantir a continuidade dos serviços do banco, além de permitir o andamento de investigações internas e o fornecimento de esclarecimentos às autoridades de fiscalização e controle.
“Diante da deliberação judicial de afastamento do presidente do BRB, e em decorrência da necessidade de manutenção da normalidade dos serviços, e do desencadeamento de apurações internas e da prestação dos devidos esclarecimentos às autoridades monetárias e fiscalizatórias, entendi por bem indicar o nome do servidor de carreira da Caixa Econômica Federal Celso Eloi”, afirmou Ibaneis Rocha ao jornal Metrópoles, nesta terça-feira, 18.
Trajetória de Celso Eloi e processo de nomeação
Servidor da Caixa Econômica Federal (CEF) desde 1990, Celso Eloi ocupa atualmente o cargo de superintendente do banco em Brasília.
Ele é formado em ciências contábeis pela Associação de Ensino Superior do Distrito Federal e possui bacharelado em direito pelo UniCeub.
Entre 1987 e 1990, trabalhou como gerente no Banco Meridional do Brasil, antes de ingressar na Caixa, onde passou de gerente de relacionamento a superintendente executivo de governo, cargo que assumiu em 2020.
Leia também: “O lobista invisível do INSS”, reportagem de Cristyan Costa e Sarah Peres publicada na Edição 294 da Revista Oeste
A nomeação de Celso Eloi para a presidência do BRB ainda depende de sabatina na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), conforme previsto na Lei Orgânica do DF.
O afastamento dos atuais dirigentes ocorre no contexto de investigação da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira, 18, pela Polícia Federal.
Detalhes da Operação Compliance Zero
Durante a operação, a Polícia Federal realizou buscas e prisões preventivas, apurando esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos ligados ao Banco Master.
O BRB mantém relações comerciais com o Master e havia anunciado sua aquisição em março de 2025, mas o Banco Central bloqueou a transação.
Os mandados cumpridos resultaram na prisão do proprietário do Master, Daniel Vorcaro, do ex-sócio Augusto Lima e do tesoureiro Alberto Félix, no dia seguinte ao anúncio da venda do banco para a Fictor e investidores estrangeiros.








































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