Uma operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 18, resultou na detenção de três figuras ligadas ao setor bancário, incluindo Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e Alberto Félix, que ocupava a função de tesoureiro da instituição.
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A ação, batizada de Operação Compliance Zero, apura um esquema de criação e comercialização de títulos de crédito falsificados. A prática, segundo a PF, envolve diferentes instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi outro dos alvos presos durante o cumprimento dos mandados judiciais pela PF.
Operação da PF e decisão do Banco Central

Batizada de Compliance Zero, a investigação da PF apura suposta emissão de títulos de crédito falsos por bancos integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Os crimes em análise incluem organização criminosa, gestão fraudulenta e gestão temerária.
A instauração do inquérito ocorreu em 2024, depois de solicitação do Ministério Público Federal para apurar a fabricação de carteiras de crédito sem lastro por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e substituídos por ativos sem avaliação técnica, conforme apontou o Banco Central (BC) durante fiscalização.
Além disso, o Banco Central decidiu, na manhã desta terça-feira, 18, decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida ocorre menos de 24 horas depois de o Grupo Fictor demonstrar interesse em adquirir a instituição.
Fontes próximas às negociações afirmam que a decisão do BC encerra qualquer chance de avanço no acordo de venda. A determinação inclui ainda a liquidação da corretora de câmbio vinculada ao banco. A ordem tem a assinatura do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Leia mais: “Bancos farão da Ambipar um exemplo para o mercado?”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 296 da Revista Oeste
O Banco Master voltou a chamar atenção do mercado em setembro, quando o órgão regulador barrou a tentativa de aquisição da instituição por um banco de Brasília. À época, especialistas acreditavam haver fragilidades no modelo de negócios do Master, que emitia títulos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, com remunerações muito acima das praticadas pelo mercado.






































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