A indústria automotiva entrou em novembro com desempenho mais fraco na linha de montagem. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que o setor registrou redução na fabricação e avanço tímido nas vendas, movimento que pressiona as previsões para o consolidado de 2025 e eleva a preocupação entre executivos.
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Durante a apresentação dos dados, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, explicou que a trajetória da taxa básica de juros entre 2024 e 2025 gerou barreiras para a ampliação da produção. Ele lembrou que a Selic subiu de 11,3% para 15% no período e que o crédito para pessoa física encareceu um ponto porcentual.
Segundo Calvet, esse ambiente reduziu o ritmo do setor e deve impedir o cumprimento da estimativa de crescimento de 7,8% na produção neste ano.
Exportações de veículos também diminuíram
O cenário negativo também atingiu segmentos específicos. A fabricação de caminhões registrou a quarta retração seguida, com recuo médio de 26% no mês, dado que reforça o clima de cautela entre montadoras. No comércio exterior, as exportações diminuíram 13%, puxadas pela menor procura da Argentina. Enquanto isso, o volume de veículos importados cresceu e elevou o estoque do mercado interno para 153 dias.
Mesmo com o melhor desempenho de vendas do ano até agora, a média diária de 12,6 mil unidades ficou abaixo do volume registrado em novembro de 2024. Para Calvet, essa combinação de fatores confirma que o setor enfrenta um fim de ano mais lento e ainda distante das metas iniciais.
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