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Economia

Presidente da Fiesp se despede com críticas a ambiente macroeconômico do Brasil

Josué Gomes da Silva, que deixa o cargo no dia 31, reclamou da falta de investimentos no setor industrial

Josué Gomes da Silva Fiesp
Josué Gomes da Silva se queixou de perda de relevância da indústria | Foto: Reprodução/Facebook

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, considera que o ambiente macroeconômico é hoje o principal entrave à competitividade da indústria brasileira.

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Em sua última coletiva no cargo, realizada neste mês, ele destacou que mais de dois terços do atraso nacional em produtividade decorrem da falta de investimento, agravada por juros elevados, muito em função do alto déficit público, que praticamente inviabilizam o investimento produtivo. O mandato dele vai até o próximo dia 31.

O dirigente também avaliou que, embora a Reforma Tributária, aprovada neste mês na Câmara dos Deputados, represente um avanço institucional, o modelo aprovado mantém custos elevados para a produção.

“A alíquota poderia estar em torno de 20%, mas as estimativas apontam para algo próximo de 28%”, afirmou. “Quanto maior a alíquota, maior o incentivo à sonegação”. Para ele, o peso dos tributos segue como fator de distorção na alocação de capital.

O dirigente ressaltou que a existência de isenções, regimes especiais e alíquotas diferenciadas para determinados setores cria um ambiente desigual, que prejudica a eficiência econômica e penaliza empresas produtivas. Esse desequilíbrio, disse, compromete a competitividade industrial e limita a capacidade de expansão do setor.

“Hoje me tornei ainda mais liberal porque vi que, no Brasil, alguns conseguem mais favores, mais crédito barato e mais proteção do Estado do que outros. Isso precisa acabar”, afirmou. Um sistema tributário e de crédito mais justo, prossegue ele, aliado ao investimento em educação, permitiria ao Brasil dar salto de crescimento e desenvolvimento.

Segundo Josué, o setor industrial perdeu relevância de forma contínua ao longo das últimas décadas, comprometendo a capacidade de crescimento sustentado do Brasil. Ele se referia em grande parte à situação da indústria de transformação e seu papel no desenvolvimento econômico do país.

“A indústria de transformação é o motor do desenvolvimento de qualquer país, especialmente aqueles de dimensão continental e grande população, como o Brasil”. Para ele, o enfraquecimento do setor ajuda a explicar a dificuldade do país em gerar empregos qualificados, ampliar a inovação e elevar a produtividade de forma consistente.

Fisesp e a reindustrialização

O presidente da Fiesp destacou que a discussão sobre reindustrialização voltou ao centro do debate global porque países desenvolvidos perceberam os riscos estratégicos de perder capacidade produtiva. No Brasil, afirmou, é vital que a indústria de transformação seja tratada como eixo do desenvolvimento.

Leia mais: “Despesas públicas crescem acima da inflação no governo Lula”

“Recuperar a capacidade da indústria de transformação de ser um motor do desenvolvimento nacional é uma missão nobre e estratégica”, afirmou. Segundo Josué Gomes da Silva, apenas um ambiente macroeconômico mais previsível, com juros compatíveis com o investimento produtivo e regras tributárias mais equilibradas, permitirá ao Brasil retomar um ciclo consistente de crescimento, inovação e geração de empregos qualificados.

Josué ressaltou que a indústria concentra o maior efeito multiplicador da economia, lidera os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e sustenta cadeias produtivas complexas.

“A indústria é o setor que tem o maior multiplicador econômico, que mais investe em pesquisa e desenvolvimento e que mais gera empregos qualificados no Brasil”. Uma de suas principais críticas é a de que a indústria nacional perdeu capacidade de inovar e crescer, movimento que também levou países desenvolvidos a revisarem suas estratégias industriais.

O presidente da Fiesp afirmou que o Brasil se distanciou de economias mais avançadas. O país, que já registrou produtividade industrial equivalente a mais de 50% da norte-americana, hoje opera abaixo de 25%, segundo a entidade. Na avaliação dele, esse recuo não está ligado apenas à eficiência das empresas, mas, sobretudo, à falta de condições macroeconômicas para investir.

“Um dos grandes entraves é a taxa de juros proibitiva, que praticamente impede o investimento produtivo”. Ele afirmou que juros elevados, combinados com carga tributária alta e insegurança regulatória, reduzem a taxa de retorno dos projetos industriais, comprimem margens e desestimulam investimentos de longo prazo.

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5 comentários
  1. Geraldo marques da silva
    Geraldo marques da silva

    O MAIS incompetentemente empresário do Brasil fala manso agora
    O valor de mercado da Coteminas caiu de 14 Bilhões desde 2003 para 30 milhões agora
    E está em recuperação judicial
    Quer ensinar sobre investimentos

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Que credibilidade por ter um empresário que fez o L, e vive mamando na tela da viuva.

  3. David S
    David S

    Como o empresário vai investir neste bordel chamado Brasil!?
    A insegurança jurídica é um dos maiores fatores, negativo para a nação..

  4. BRUNO MEGALE COLOMBO
    BRUNO MEGALE COLOMBO

    O que me traz esperança é que da mesma forma que se destrói uma cadeia se reconstroi. Vamos resolver isso em outubro de 2026. O capital estrangeiro será o primeiro a voltar.

  5. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Tudo que os comunosocialistas querem,manter.o povo como escravo pra elite capitalista sem nunca trabalhar

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