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Economia

Poupança registra mais saques e perde R$ 476 milhões em abril

Caderneta acumula retiradas líquidas de R$ 41,7 bilhões em 2026 enquanto juros altos direcionam investidores para aplicações mais rentáveis

Apesar do bom desempenho em 2025, o real figura como a terceira moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar desde o aumento de tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Hoje, o saldo total da poupança permanece em pouco mais de R$ 1 trilhão | Foto: Reprodução/Flickr

O saldo da caderneta de poupança voltou a cair em abril deste ano. Os saques superaram os depósitos em R$ 476,4 milhões, segundo relatório divulgado na quinta-feira 8, pelo Banco Central.

No mês passado, os brasileiros depositaram R$ 362,2 bilhões na modalidade. No mesmo período, as retiradas somaram R$ 362,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas chegaram a R$ 6,3 bilhões. Hoje, o saldo total da poupança permanece em pouco mais de R$ 1 trilhão.

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A caderneta enfrenta uma sequência de perdas nos últimos anos. Em 2023, os saques líquidos alcançaram R$ 87,8 bilhões. Já em 2024, o saldo negativo ficou em R$ 15,5 bilhões. No ano passado, as retiradas líquidas chegaram a R$ 85,6 bilhões.

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentua em abril | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Juros altos pressionam a poupança

Nos quatro primeiros meses deste ano, a poupança acumula retirada líquida de R$ 41,7 bilhões. A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado figura entre os principais fatores que estimulam a migração de recursos para investimentos com maior rentabilidade.

Neste mês, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. A taxa passou para 14,5% ao ano. Mesmo com as tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio e pela alta nas expectativas de inflação, a autoridade monetária manteve o ciclo de cortes, mas evitou indicar os próximos passos da política monetária.

A Selic funciona como principal instrumento de controle da inflação no país. O Banco Central utiliza a taxa para tentar manter a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Juros mais altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e favorecem aplicações financeiras.

Em março, os preços de transportes e alimentos puxaram a inflação oficial para 0,88%. Em fevereiro, o índice havia registrado 0,7%. No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE divulgará a inflação de abril na próxima terça-feira, 12.

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