A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na quinta-feira 7, a Operação Insider para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção que envolve funcionários do Banco de Brasília (BRB), empresários e empresas.
O caso começou depois de informações repassadas pelo próprio banco, que identificou movimentações suspeitas em uma agência de Ceilândia. Segundo a investigação, os valores teriam origem em uma fraude milionária com boletos falsos registrada em 2025 em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
Receba nossas atualizações
Nesse tipo de golpe, criminosos alteravam o código de barras dos boletos para desviar o pagamento das vítimas para contas diferentes das originais. Parte do dinheiro teria sido enviada a contas ligadas aos investigados no BRB.
Valores eram pulverizados entre contas
De acordo com a Polícia Civil, os recursos eram inseridos no sistema financeiro por meio de movimentações bancárias sucessivas. Depois, passavam por transferências entre contas de pessoas físicas e jurídicas, além de saques e depósitos em espécie.
O objetivo, segundo os investigadores, era dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. Há indícios de que dois funcionários do BRB distribuíram parte dos valores em ao menos 12 contas bancárias no Distrito Federal.
Um dos depósitos investigados ultrapassou R$ 1 milhão. A apuração também aponta repasses que envolvem empresários, dois funcionários do banco e um servidor público federal.
Funcionário do BRB é suspeito em operação de R$ 60 milhões

A investigação também apura a atuação de um funcionário da BRB DTVM, braço do banco responsável por títulos e valores mobiliários. Ele teria participado da venda de carteiras de ativos que somam mais de R$ 60 milhões.
Segundo a polícia, o funcionário recebeu valores logo depois das operações, em quantias consideradas incompatíveis com sua renda. Outro investigado, dono de uma sala comercial em Águas Claras, também teria apresentado padrão de vida incompatível com a renda declarada.
O delegado Diogo Cavalcante, da Delegacia de Repressão à Corrupção, afirmou que o inquérito começou com dados enviados pelo próprio banco. Segundo ele, as informações permitiram delinear “um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e corrupção”.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
A Polícia Civil informou que, até o momento, não há indícios de prejuízo direto ao BRB nem a correntistas. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sendo 12 no Distrito Federal.
A Justiça também determinou o bloqueio de valores e bens dos investigados, incluindo veículos de luxo e um imóvel no DF. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.
Em nota, o BRB afirmou que a investigação começou em maio de 2025 e disse que segue colaborando com as autoridades. O banco declarou ainda que adota providências para assegurar a conformidade de suas operações e a responsabilização de eventuais envolvidos.






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.