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Economia, Política

Petróleo opera em alta no mercado asiático, apesar de tombo de 25%

Petróleo - Arábia Saudita

Queda no valor da commoditie se dá em razão do conflito entre a Rússia e a Arábia Saudita; surto de coronavírus agravou cenário

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Após a crise nos mercados internacionais, na qual o petróleo teve queda de 25% em todo o mundo, os contratos futuros da commoditie operam em alta nos negócios desta terça-feira, 10, no continente asiático.

Desde a Guerra do Golfo, em 1991, essa é a maior baixa do petróleo, que nesta manhã segue o ritmo de recuperação de parte das perdas na sessão asiática. O barril do Brent (extraído no Oriente Médio, é referência de valor para a commoditie) no mercado europeu operava na casa dos US$ 36.

À 0h15 (horário de Brasília) desta terça-feira, 10, o Brent para maio saltava 6,81% para US$ 36,70, na Intercontinental Exchange. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI (oriundo das extrações de petróleo nos EUA, principalmente no Texas) para abril avançava 5,88%, para US$ 32,96.

Somado ao pânico causado pelo avanço do novo coronavírus (covid-9), o choque do preço do petróleo fez a bolsa brasileira fechar em queda de 12,17% nesta segunda-feira, 10. Pela manhã, a Bolsa de Valores (B3) caiu 10% e teve de acionar o circuit breaker (mecanismo que suspende os negócios por pouco mais de meia hora).

Já o dólar, depois de ter atingido a máxima de R$ 4,7927 no período da manhã, fechou a noite de segunda estabilizado em R$ 4,73.

Entenda

Nos primeiro minutos da abertura do mercado asiático neste domingo, 8, o preço do petróleo desabou 30%. A queda se dá em razão do conflito entre os membros da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep), chefiada pela Rússia e pela Arábia Saudita.

Os dois países não chegaram a um acordo para diminuir a produção, pois a demanda pelo petróleo despencou com o menor interesse da China. O país, afetado pelo novo coronavírus (covid-19), é o maior importador global da matéria-prima.

A Arábia Saudita, líder na exploração mundial de petróleo, decidiu produzir mais e cortar os preços dos barris em seu território. O governo russo, que está entre os maiores produtores do combustível, dobrou a aposta e determinou que se produzisse o máximo possível.

A “guerra dos preços”, portanto, atingiu o Brasil em cheio. Informou a DowJones que, diante das medidas tomadas pelas duas potências petrolíferas, o setor temia um excesso de oferta do produto, o que causará impacto em toda a indústria de energia, que inclui a Petrobras.

Em uma publicação no Twitter na tarde de ontem, 9, o presidente Bolsonaro defendeu a manutenção da política de preços adotada pela Petrobras:

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