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Economia

Petrobras aprova novo programa de demissão voluntária

A iniciativa pode resultar no desligamento de até 1,1 mil empregados

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 3, um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) voltado a cerca de 1,1 mil empregados. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os desligamentos devem ocorrer ao longo de 2026.

Poderão aderir os funcionários que já se aposentaram pelo Instituto Nacional do Seguro Social antes da reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019) e ainda estejam em atividade na estatal.

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A companhia informou que o programa busca “renovação gradual dos quadros”, com foco na transmissão de conhecimento e na continuidade operacional. A medida, aprovada pelo conselho de administração, está alinhada ao plano de negócios da empresa. O impacto financeiro será contabilizado conforme as adesões forem efetivadas.

Petrobras está entre as estatais que registraram déficit recorde

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, recebe o crachá do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, recebe o crachá do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Rafa Pereira/Petrobras

As estatais federais registraram déficit recorde de R$ 8,9 bilhões de janeiro a setembro de 2025, segundo o Banco Central (BC). É o pior resultado desde o início da série histórica, em 2002. O órgão divulgou o relatório Estatísticas Fiscais, na sexta-feira 31.

Estatísticas do Banco Central
Estatísticas do Banco Central | Imagem: Divulgação/ BC

O déficit cresceu 94,1% em relação ao mesmo período de 2024. O levantamento considera a necessidade de financiamento das empresas, indicador que mostra se elas ajudam a reduzir o rombo público ou demandam mais recursos do Tesouro Nacional. O cálculo, no entanto, exclui o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e a Petrobras.

O Ministério da Gestão e Inovação critica a metodologia do BC. Para a pasta, os números não refletem a real situação das companhias por não detalharem dados contábeis, como receitas, custos, ativos e lucros.

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O índice do BC mede o efeito das estatais nas contas do governo. Quando há necessidade de financiamento, o Tesouro precisa cobrir o déficit com endividamento ou recursos arrecadados. Um dos casos mais críticos é o dos Correios, que tiveram prejuízo de R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre.

As estatais estaduais, por outro lado, registraram superavit de R$ 1,5 bilhão no mesmo período.

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