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Economia

Odebrecht protocola plano de recuperação judicial, que inclui criação de empresa

Projeto prevê novo empreendimento de engenharia e outro financiamento, para quitação de dívidas

Fachada da Odebrecht
Fachada da Odebrecht | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O plano de recuperação judicial da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), protocolado na noite desta segunda-feira, 9, inclui a criação de uma nova empresa de engenharia, que pode atrair um novo sócio. As dívidas do grupo serão pagas por meio de um novo financiamento, a ser firmado durante a reestruturação.

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O plano, que precisa ter aprovação dos credores em assembleia, tem prazo máximo de 150 dias para convocação. No entanto, o objetivo é antecipar a votação, segundo Lucas Cive, diretor financeiro da OEC.

“Vamos tentar fazer no prazo mais curto possível”, afirmou ao jornal Valor Econômico. “Como é um processo feito com apoio relevante de credores, estamos confiantes no tema. Gostaria de fazer a assembleia no prazo mínimo.”

Odebrecht em recuperação judicial

Justiça drogas
A Odebrecht entrou em recuperação judicial em 27 de junho para reestruturar uma dívida de US$ 4,6 bilhões | Foto: Reprodução/Freepik

A OEC entrou em recuperação judicial em 27 de junho para reestruturar uma dívida de US$ 4,6 bilhões. A maior parte dela, cerca de US$ 4 bilhões, é em bônus, os quais tiveram emissão no mercado externo. O banco BTG comprou boa parte destes bônus, tornando-se um dos principais credores.

O plano propõe uma redução significativa dos créditos. Para quitar os bônus, a empresa considera não o montante total de US$ 4 bilhões, mas o valor de mercado desses títulos, que, em agosto de 2024, era de US$ 130 milhões.

Leia também: “Galípolo no BC agrada ao mercado. Por enquanto”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 232 da Revista Oeste

Com base nesse valor, o plano de pagamento ainda prevê um novo corte: credores que aderirem ao novo financiamento receberão 58,3% do valor dos bônus, depois de um desconto de 41,7%. Para os credores que não aderirem, o corte será de 81,6%, ou seja, restará apenas 18,4%.

Os recursos para pagamento virão desse novo financiamento, que deve ficar entre US$ 120 milhões e US$ 150 milhões, a depender da adesão dos credores. O BTG, principal credor, será também o âncora no novo empréstimo, que será na modalidade debtor-in-possession, que garante prioridade no pagamento. O BTG deverá contribuir com US$ 120 milhões, montante que pode aumentar se outros credores aderirem ao empréstimo, reduzindo o corte nas dívidas.

Detalhes do novo financiamento

Bolsa - recuperação judicial
A nova dívida tem vencimento em 48 meses, com 50% da amortização em 36 meses, depois do desembolso, e os outros 50% em 48 meses | Foto: Reprodução/Pixabay

Essa nova dívida tem vencimento em 48 meses, com 50% da amortização em 36 meses, depois do desembolso, e os outros 50% em 48 meses. A remuneração será de 18% ao ano.

A garantia do empréstimo inclui ações da nova unidade de engenharia que ainda terá formação. Além disso, serão dados em garantia recebíveis de projetos em curso, ações judiciais (cerca de US$ 200 milhões), terrenos (US$ 65 milhões) e investimentos.

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