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Economia

Nubank anuncia a contratação de Roberto Campos Neto

Ex-presidente do Banco Central vai assumir dois cargos estratégicos depois de cumprir quarentena

Roberto Campos Neto (dir.) e o ex-ministro do Turismo (2018) Vinicius Lemmertz, durante evento sobre finanças, nesta terça-feira, 6, em Los Angeles | Foto: Reprodução/Twitter/X
Roberto Campos Neto (dir.) e o ex-ministro do Turismo (2018) Vinicius Lemmertz, durante evento sobre finanças, nesta terça-feira, 6, em Los Angeles | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Nubank confirmou nesta terça-feira, 6, que o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto vai integrar a instituição a partir de julho. O ex-número um do BC vai assumir dois  cargos estratégicos. Ele será o vice-chairman, que é o segundo nome na liderança do conselho de administração, e o chefe global de políticas públicas.

Campos Neto só poderá tomar posse depois de cumprir a quarentena. O período, de seis meses, é obrigatório para presidentes e diretores que se desligaram de uma autarquia federal. O expediente tem o objetivo de evitar principalmente conflito de interesses, bem como o uso de informações privilegiadas.

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Nubank busca a expansão internacional

Campos Neto, que chefiou o BC entre 2019 e 2024, vai responder diretamente a David Vélez, fundador e CEO do Nubank. Seu papel será apoiar a estratégia de expansão internacional da empresa, além de representar a Nu Holdings, controladora do banco, em conselhos e fóruns globais.

Além das novas funções executivas, Campos Neto terá assento no conselho de administração da Nu Holdings, na condição de membro não independente. Desse modo, ele ficará responsável por colaborar sobretudo no desenho da estratégia de negócios de longo prazo da companhia. 

Dirigente deverá ter salário milionário

O Nubank não divulgou os salários do ex-presidente do BC. Contudo, como empresa de capital aberto, ela deve cumprir as regras da Lei das Sociedades por Ações. Dessa forma, a companhia precisará informar futuramente a remuneração de seus administradores. 

Apenas como parâmetro, o salário médio dos CEOs dos três maiores bancos privados do Brasil (Itaú/Unibanco, Bradesco e Santander) é de R$ 41 milhões por ano. O valor é bem acima do que pagam alguns concorrentes do Nubank. No BTG, por exemplo, o CEO recebe, por ano, cerca de R$ 2,4 milhões.

O Nubank informou que o economista já comunicou à Comissão de Ética Pública (CEP) sua intenção de ingressar na empresa depois do período de restrição legal. A nomeação marca um movimento de aproximação entre o gigante do setor financeiro digital e profissionais influentes do setor de regulação econômica.

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3 comentários
  1. Wagner
    Wagner

    Não gostei, não por ele, que é profissional super qualificado, mas por esta empresa de 5a categoria que apoio todo esse descalabro que ocorre no Brasil. Poderíamos estar bem melhor se o Nubank, XP, Itaú, Bradesco e os nanicos intelectuais da Natura calassem a boca.

  2. Christian
    Christian

    Merecido…!
    Com certeza vai fazer um belíssimo trabalho.

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