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Economia

Novo imposto federal deve arrecadar mais de R$ 3 bi em 2026

Multinacionais são o principal alvo do adicional da CSLL

Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O governo federal prevê arrecadar mais de R$ 3 bilhões em 2026 com um novo imposto voltado para grandes grupos multinacionais. A cobrança será feita por meio de um adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), estabelecido pela Lei 15.079/2024. A norma teve origem na Medida Provisória 1.262, publicada em outubro de 2024, que instituiu no Brasil a tributação mínima corporativa alinhada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações são do portal Poder360.

Segundo o Ministério da Fazenda, a nova regra determina que multinacionais com receita global acima de € 750 milhões por ano passem a pagar pelo menos 15% de imposto sobre seus lucros no Brasil. Caso a soma de Imposto de Rende de Pessoa Jurídica e CSLL fique abaixo desse porcentual, a diferença será cobrada como adicional da CSLL. A medida deve atingir quase 300 grupos, dos quais cerca de 20 são brasileiros.

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O imposto decorre do acordo global de tributação firmado em 2021 no âmbito da OCDE, do qual o Brasil participou mesmo não sendo membro da organização. O objetivo é reduzir a chamada erosão de base tributária, prática em que empresas transferem lucros para países com baixa carga fiscal.

Entretanto, em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que retirava formalmente o país da implantação do projeto e ameaçava punir nações que tributassem empresas norte-americanas de forma considerada discriminatória. Apesar disso, o Ministério da Fazenda afirmou em nota que “os Estados Unidos não se retiraram formalmente do acordo da OCDE, visto que não existe um instrumento que oficialize tal retirada”.

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O impacto do novo imposto

O impacto estimado com o novo imposto é de quase R$ 3,5 bilhões em 2026 e de mais de R$ 7 bilhões em 2027. O cálculo foi incluído em documentos oficiais, como a Mensagem Presidencial enviada ao Congresso em agosto de 2025 junto ao Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026.

O adicional da CSLL integra um conjunto mais amplo de medidas para elevar a arrecadação federal. Entre elas está a Medida Provisória 1.303, de junho deste ano, que alterou a tributação de aplicações financeiras, ativos virtuais e títulos de crédito como LCI e LCA.

Lula
Lula, durante assinatura de projeto do novo Imposto de Renda — Brasília (DF), 18/3/025 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na avaliação do governo, a cobrança garante que multinacionais não paguem menos do que a alíquota mínima globalmente pactuada. “Caso o Brasil não cobre esse adicional em relação às empresas aqui localizadas, outros países em que esse grupo multinacional atue irão cobrá-lo”, destacou o Ministério da Fazenda à época da edição da Medida Provisórias.

De acordo com estimativas da Receita Federal, a aplicação do adicional da CSLL deve resultar em uma arrecadação de quase R$ 20 bilhões no período de 2026 a 2028. O governo considera esse montante essencial para o equilíbrio do marco fiscal e para garantir recursos adicionais ao Tesouro Nacional.

Leia também: “O empresariado desembarca do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 221 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Taxad, sendo Taxad.
    Aumenta impostos do setor produtivo, para pagar viagens de Janja e Janjo, pagar salários astronômicos de juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores, e os trabalhadores dessas empresas não recebem nada e ainda serão mais exigidos, para sustentar os que recebem bolsa família, pé de meia, energia gratuita, gas gratuito, etc…
    E, aos poucos o Brasil vai virando uma Venezuela.

  2. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    O desgoverno brasileiro impondo a entrada das fábricas/marcas chinesas, ou seja, está vendendo o Brasil para a China. Além da roubalheira, qual a outra razão para a imposição de mais e mais impostos. Nessa formatação, o Brasil quebra em menos de 3 anos.

  3. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    ELEIÇÕES DE 2022: “FOMOS ROUBADOS À MÃO ARMAFA”.

  4. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Mais uma conta para pagarmos ou alguém acha que estes valores não nos serão repassados?

  5. Eduardo
    Eduardo

    O governo cria imposto para o seu povo pagar no final das contas!

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