publicidade
Economia

Nissan estuda fechar fábricas no Japão e em outros 4 países

Montadora pode reduzir número de unidades de 17 para 10 e cortar 15% da força de trabalho mundial

Oficialmente, a empresa classificou a informação como 'especulativa'
Oficialmente, a empresa classificou a informação como 'especulativa' | Foto: Divulgação/Nissan

A montadora japonesa Nissan estuda fechar ao menos sete fábricas no Japão e no exterior como parte de uma reestruturação global. O plano foi divulgado pela agência de notícias Reuters, mas a empresa classificou as informações como “especulativas”.

De acordo com a agência de notícias, a empresa prevê a redução do número de unidades de 17 para dez, além do corte de cerca de 15% da força de trabalho mundial. Entre as fábricas que a empresa está considerando fechar estão as de Oppama e Shonan, no Japão, além de unidades na África do Sul, na Índia, na Argentina e no México.

Receba nossas atualizações

Leia mais: “Crise na Nissan provoca demissão de 20 mil funcionários em reestruturação global”

A fábrica de Oppama, inaugurada em 1961, tem capacidade anual de 240 mil veículos e empregava cerca de 3,9 mil trabalhadores até outubro do ano passado. Em 2010, foi a primeira unidade da Nissan a produzir o Leaf, considerado o primeiro carro elétrico de massa do mundo.

O 'Leaf' é um veículo elétrico produzido pela Nissan, lançado nos Estados Unidos e Japão em dezembro de 2010
O Leaf é um carro elétrico produzido pela Nissan, lançado nos Estados Unidos e no Japão em dezembro de 2010 | Foto: Divulgação/Nissan

Já a fábrica de Shonan, especializada em vans comerciais, emprega 1,2 mil pessoas. O local tem capacidade para a produção de 150 mil veículos por ano.

Reestruturação da Nissan atinge América Latina, Ásia e África

Na América Latina, a produção das picapes Frontier e Navara ocorrerá apenas na fábrica de Civac, no México. Com isso, a unidade da Argentina deverá fechar.

Já na Índia, a saída da Nissan ganhou força depois que a Renault anunciou a compra da participação da Nissan na joint venture Renault Nissan Automotive India Private Ltd.

A Nissan classificou os relatos como “especulativos e não baseados em decisões confirmadas”. “Neste momento, não forneceremos mais comentários sobre o assunto”, afirmou a empresa, em nota divulgada à imprensa. “Estamos comprometidos em manter a transparência com nossas partes interessadas e comunicaremos quaisquer atualizações relevantes, conforme necessário.”

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Se confirmada, a medida vai representar o maior reposicionamento estratégico da empresa desde o fechamento da fábrica de Murayama, em 2001. A reestruturação encerra a política de expansão liderada pelo ex-CEO Makoto Uchida e marca o começo de uma fase de retração sob a gestão do novo CEO, Ivan Espinosa.

No passado, a Nissan produzia mais de 5,5 milhões de carros por ano. Em 2024, o volume caiu para 3,3 milhões, acendendo o sinal de alerta.

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.