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Economia

Mercado espera piora na inflação e sobe projeção de juros

Dados refletem pacote econômico do governo Lula divulgado na semana passada

Banco Central voltou a subir expectativa de inflação | Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Banco Central voltou a subir expectativa de inflação | Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Especialistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para cima a expectativa de inflação para 2024 e para os próximos dois anos. As informações foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira, 2.

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Os especialistas esperam que o ano termine com inflação em 4,71%. Na semana passada, a expectativa era mais baixa, de 4,63%. O número está acima da margem de tolerância da meta, de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O número também sofreu alterações para os próximos dois anos e passou de 4,34% para 4,40% em 2025 e de 3,78% para 3,81% em 2026. Para 2027, a projeção caiu de 3,51% para 3,50%.

Leia também: “Confira os 5 sinais que indicam risco às contas públicas do Brasil”

Já para a taxa de juros, o mercado financeiro não fez alterações para 2024 e manteve a Selic em 11,75%. Para 2025, a estimativa passou de 12,25% a 12,63%. Em 2026, o número também subiu — foi de 10% na semana passada para 10,5%. O único ano sem mudanças foi 2027, com 9,5%.

Além de inflação, mercado vê alta no PIB e no dólar

Por outro lado, os economistas estão um pouco mais otimistas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2024 — a estimativa passou de 3,17% no último relatório para 3,22%. O mercado manteve os números em 1,95% em 2025 e 2% em 2026 e 2027.

Já para o câmbio, a expectativa é que o dólar termine 2024 a R$ 5,70, mesmo número do último relatório. Para os próximos três anos, o mercado financeiro subiu a projeção da divisa norte-americana a R$ 5,60 em 2025 e 2026. Em 2027, a cotação permanece em R$ 5,50.

A piora no cenário econômico reflete o pacote econômico divulgado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As medidas, consideradas insuficientes pelo mercado para equilibrar as contas públicas, fizeram o dólar bater o recorde histórico de R$ 6,11.

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