O liquidante do Banco Master não respondeu aos questionamentos formulados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Notificada pela autarquia, a instituição financeira deveria apresentar esclarecimentos até a última quinta-feira, 12.
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O INSS abriu processo de apuração ao identificar indícios de irregularidades em empréstimos consignados vinculados ao Master. Ao portal Metrópoles, o presidente da autarquia, Gilberto Waller Junior, afirmou que o instituto avalia novas medidas contra o banco. A definição, segundo ele, deve ocorrer depois do Carnaval.
Ao todo, o INSS bloqueou cerca de R$ 2 bilhões em repasses de consignados do Master. A medida envolve mais de 250 mil empréstimos que permanecem sob análise.
Contratos do Credcesta saltam de 104 mil para 2,7 milhões
Relatórios do INSS revelam um salto expressivo no número de contratos de benefício consignado associados ao Credcesta, produto ligado ao Master. Os registros indicam que as operações passaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.
De acordo com a autarquia, ainda não é possível confirmar se o Credcesta operava de forma exclusiva pelo Master ou se outros bancos atuavam sob o mesmo rótulo. Ao mesmo tempo, interlocutores afirmam que o produto sempre pertenceu exclusivamente à instituição financeira.
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Além disso, especialistas ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo, que divulgou as informações, sustentam que o INSS não consegue acessar bases de dados de Estados e municípios e, por isso, os documentos não esclarecem se os contratos abrangem servidores e aposentados de diferentes esferas.
No início de fevereiro, o Ministério Público Federal recomendou aos liquidantes do Master e ao INSS que priorizem, no pagamento de recursos, aposentados e pensionistas vítimas dos descontos indevidos. A Procuradoria da República no Distrito Federal conduz inquérito civil público sobre supostas fraudes nesse crédito.






































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