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Economia

Lucro do Nubank cresce 74% no trimestre

Receita supera projeções, mas mercado reage a aumento de despesas com crédito

O crescimento do Nubank tem gerado preocupações entre alguns investidores sobre a qualidade e a avaliação elevada de sua carteira de empréstimos | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Nubank é um dos maiores bancos do Brasil e dominante entre as instituições digitais | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Nu Holdings, controladora do Nubank, registrou lucro líquido de quase US$ 560 milhões no primeiro trimestre de 2025 — alta de 74%, na comparação anual. O resultado superou as expectativas do mercado. A receita somou US$ 3,2 bilhões, o que representa um avanço de 40% em relação ao ano anterior e acima da estimativa de US$ 3,1 bilhões.

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Apesar dos números positivos, o lucro bruto da instituição ficou abaixo do esperado. A empresa atribuiu esse desempenho ao aumento nas provisões para perdas com crédito e às maiores despesas com juros. As ações da Nu, que acumulavam alta de 27% no ano, caíram mais de 6% depois do fechamento do mercado.

Nubank cresce no número de clientes e no crédito

O banco digital adicionou 4,3 milhões de clientes no trimestre, totalizando 118,6 milhões no Brasil, no México e na Colômbia. “Este crescimento é impulsionado por um maior engajamento com os clientes”, afirma o fundador e CEO do Nubank, David Vélez, em nota enviada à imprensa. “São 98,7 milhões de usuários ativos mensais e uma taxa de atividade superior a 83%.”

Fundador e CEO do Nubank, o colombiano David Vélez
Fundador e CEO do Nubank, o colombiano David Vélez | Foto: Divulgação/ Nubank

Em entrevista realizada antes da divulgação dos resultados do trimestre, o diretor financeiro da empresa, Guilherme Lago, comparou o ritmo de crescimento de clientes do Nubank com o de outras instituições.“Nos últimos quatro trimestres, adquirimos mais clientes do que todos os cinco bancos tradicionais do Brasil juntos,” disse.

A carteira de crédito total do banco digital chegou a US$ 24,1 bilhões, e os depósitos somaram US$ 31,6 bilhões no período. Lago afirmou que há espaço para crescer em crédito pessoal no Brasil, onde a empresa já detém forte presença nos cartões.

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“Está crescendo mais rápido não apenas porque nossos modelos estão funcionando bem” explicou Lago. “Mas também porque é o segmento no qual temos menor penetração em comparação com os cartões de crédito.”

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