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Economia

Justiça decreta falência da Livraria Cultura

Empresa declarou ter quase R$ 300 milhões em dívidas

Livraria Cultura
A Livraria Cultura estava sob risco de ter a recuperação judicial convertida em falência desde 2020 | Foto: Divulgação/Livraria Cultura

A Justiça de São Paulo decretou a falência da Livraria Cultura nesta quinta-feira, 9. A decisão ocorre mais de quatro anos depois de a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível aceitar o pedido de recuperação judicial da empresa.

A Livraria Cultura atribuiu a crise aos altos custos de produção, à queda na demanda por livros, a suposta falta de interesse por leitura e a crise econômica vivida no Brasil desde 2014.

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O juiz Ralpho Waldo de Barros Monteiro Filho argumentou que, apesar de reconhecer a importância da Livraria Cultura, a companhia não conseguiu superar a crise econômica. O plano de recuperação judicial vinha sendo descumprido, e a prestação de informações no processo vinha sendo feita de modo incompleto.

“É notório o papel da Livraria Cultura”, reconheceu o magistrado. “E não apenas para a economia, mas para as pessoas, para a sociedade, para a comunidade não apenas de leitores, mas de consumidores em geral. É com certa tristeza que se reconhece, no campo jurídico, não ter o grupo logrado êxito na superação da crise.”

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A Livraria Cultura estava sob risco de ter a recuperação judicial convertida em falência desde 2020. Na época, os credores rejeitaram a versão definitiva do plano em que a empresa explicava como pretendia quitar dívidas e voltar a ser solvente.

Segundo Monteiro Filho, diversos créditos trabalhistas que deveriam ter sido pagos até junho de 2021 seguiam em aberto. Os relatórios mensais de atividades, produzidos pelas administradoras judiciais, ficaram prejudicados em razão da falta de pagamento de honorários que deveriam estar totalmente pagos em abril de 2021.

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Quando entrou com o pedido de recuperação judicial, a empresa declarou ter R$ 285,4 milhões em dívidas.

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10 comentários
  1. MB
    MB

    SE A FAMÍLIA HERZ PAGASSE OS DIREITOS TRABALHISTAS DOS FUNCIONÁRIOS O JUÍZ NÃO MANDARIA FECHAR! ATRIZES ALIENADAS E LACRADORAS, PAGARAM MICO!
    NÃO FOI POR FALTA DE CLIENTES OU PELAS NOVAS TECNOLOGIAS, COIS NENHUMA!!!!

  2. Arlete Pacheco
    Arlete Pacheco

    SÓ MESMO EM UM PAÍS PRESIDIDO POR UM APEDEUTA RIDÍCULO UMA LIVRARIA
    DO NÍVEL DA CULTURA NÃO CONSEGUE SOBREVIVER! NINGUÉM MERECE.

  3. Fábio Hombre
    Fábio Hombre

    DINHEIRO PRO REBOLÊ DOS ARTISTAS DO DENDE SOBRE NA LEI ROUBANTE!
    MAS PARA A VERDADEIRA CULTRA É ZERO
    LIVRARIA CULTURA ERA um espaço de formação de leitores as pessoas ia lá tomar umc café, passear e agarravam um livro para folhar e ler e acostumavam com o gosto pela leitura
    Trite este fim mesmo poderia virar uma biblioteca pública com mesmo nome para difundir a leitura… mas o rebolê deste atual Desgoverno É Mais Importante

  4. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Ficou ainda mais difícil trocar armas por livros. Cultura é coisa de quem é culto, não de quem é curto.

  5. Luiz Barros
    Luiz Barros

    Como uma livraria vai sobreviver em um pais q o presidente é um ladrão analfabeto?

  6. Christian
    Christian

    João Mendes :I sto é a NOM. Ignorantes no poder e a cultura (aquela que presta) se esvaindo…

  7. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Nunca entendi, como num pais onde até o ladrão semi alfafetizado virou presidente uma livraria com aquelas instalaçôes gigantescas no local mais caro de SP sobrevivia.

    1. Marcius Costa
      Marcius Costa

      Lágrimas de crocodilo desse juíz. Se acha a livraria tão importante ache uma forma de salvá-la. Servidor público sempre faz isso. “Sinto muito,mas vou te ferrar”.

      1. carlos roberto de moura
        carlos roberto de moura

        A Livraria Cultura recebeu o mesmo tratamento jurídico que as Lojas Americanas?

    2. Marcius Costa
      Marcius Costa

      Essa era só uma das unidades. Em Brasília à cultura tinha duas lojas enormes nos shopping mais caros.

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