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Economia

Jean Paul Prates: preço do barril de petróleo pode passar de US$ 90 neste ano

A continuação dos ataques terroristas dos houthis no Mar Vermelho inflacionou o preço da commodity

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates
'Temos um gargalo muito frágil para o negócio de petróleo e gás', afirmou Prates, sobre o mapa da região da Península Árabe e África | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou em entrevista à Bloomberg nesta segunda-feira, 29, que o preço do barril do petróleo pode ultrapassar os US$ 90 por barril neste ano. Segundo ele, isso poderá acontecer caso os ataques dos terroristas houthis a navios no Mar Vermelho se intensifiquem.

As embarcações estão sendo alvos dos terroristas houthis, que atuam no Iêmen. Os ataques a navios representam o apoio ao grupo Hamas na guerra contra Israel.

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“Temos um gargalo muito frágil para o negócio de petróleo e gás”, afirmou Prates, sobre o mapa da região da Península Árabe e África. “Ninguém estava prestando atenção a isso há décadas. Você tem o Iêmen de um lado e a Somália do outro.”

Lula Petrobras Estadão
Presidente Lula e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Além disso, Prates também afirmou que, caso não haja nenhuma escalada de conflitos, o petróleo deve continuar sendo negociado entre US$ 70 e US$ 90 em 2024.

Ele também disse que o mundo não está “no fim da era do petróleo”. Por causa disso, o produto vai ser “muito importante” em questões geopolíticas.

Este ano vai ser igual a 2023 em relação ao preço do petróleo, disse Prates

O presidente da Petrobras também disse ver que a situação em 2024 será similar a de 2023, no que diz respeito ao preço do petróleo. Além disso, afirmou que será preciso se “proteger” dos riscos que os conflitos podem ocasionar.

“Neste momento, a Petrobras está bastante protegida”, salientou. “Não importamos petróleo do Oriente Médio. Pelo contrário, exportamos petróleo.”

Prates também disse que a Petrobras não navega por mares e canais da região e, por causa disso, não tem a necessidade de “desviar tanto” a rota de seus navios.

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Prates ressaltou que o governo brasileiro ajudará a mediar a disputa entre a Venezuela e a Guiana por causa do território de Essequibo.

Além disso, Prates disse que a petrolífera norte-americana Exxon Mobil fez “uma série de descobertas de vários bilhões de barris de petróleo” na região, e a Petrobras poderia investir em projetos de petróleo na área.

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