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Economia

Inflação: IPCA fecha o ano com aumento de 4,6%

Índice surpreendeu negativamente as projeções

IPCA inflação
Entre os grupos que apresentaram queda, está transportes, com redução de 0,65%| Foto: Reprodução/Gilson Abreu/AEN

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 11, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 12 meses fechou 2023 em 4,62%. O índice é o indicador de inflação mais tradicional do Brasil.

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O resultado permaneceu dentro do intervalo da meta que o Conselho Monetário Nacional determinou: 3,25% com tolerância de 1,5% para cima ou para baixo, isto é, de 1,75% a 4,75%. É a primeira vez que a meta é cumprida desde 2020, ano do início da pandemia da covid-19.

Ainda assim, apesar da diminuição, a taxa ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam uma variação de 4,55% para o acumulado de 2023.

Leia também: “Focus: mercado mantém projeção de inflação e espera PIB maior em 2024”

Já de acordo com o InfoMoney, site de investimentos, negócios e finanças, a estimativa do London Stock Exchange Group (LSEG), empresa de informações financeiras com em Londres, era de uma inflação ainda menor, de 4,54%.

Grupo de transportes teve o maior impacto no resultado do IPCA

IPCA inflação
Aumento da gasolina impactou setor de transportes e IPCA-15 | Foto: Pedro França/Agência Senado

De acordo com o IBGE, o setor de transportes causou o maior impacto no resultado do IPCA, com um aumento de 7,14%.A alta acumulada da gasolina, de 12,09%, foi um dos principais fatores do desempenho do grupo.

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Conforme disse o gerente do IPCA, André Almeida, “a gasolina teve o impacto da ‘reoneração’ dos tributos federais e das alterações nas cobranças do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços]”.

A inflação acumulada em 12 meses teve a maior alta em janeiro, de 5,77%. A menor, em junho, foi de 3,16%. Confira, por mês, abaixo:

  • Janeiro – 5,77%;
  • Fevereiro – 5,6%;
  • Março – 4,65%;
  • Abril – 4,18%;
  • Maio – 3,94%;
  • Junho – 3,16%;
  • Julho – 3,99%;
  • Agosto – 4,61%;
  • Setembro – 5,19%;
  • Outubro – 4,82%;
  • Novembro – 4,68%;
  • Dezembro – 4,62%.

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