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Economia

Inflação do Reino Unido é maior que a do Brasil

Os números são do Escritório Nacional de Estatísticas do governo britânico e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

reino unido ômicron
Rua Oxford, Londres | Foto: Stephen Sweeney/Geograph Britain and Ireland

Impulsionada pelo valor dos alimentos, a inflação no Reino Unido está maior que no Brasil. O resultado aparece na comparação entre os dados oficiais dos governos dos dois países sobre a variação de preços em setembro comparada com 12 meses antes.

Segundo o governo britânico, o Índice de Preços ao Consumidor, incluindo os custos de habitação dos ocupantes proprietários, fechou em 8,8% para 12 meses. Em igual intervalo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mensurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ficou em 7,17%, ou seja, 1,6 ponto porcentual menor.

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Desse modo, a inflação no Reino Unido voltou ao nível de julho deste ano, o recorde da série histórica do Escritório Nacional de Estatísticas do governo britânico. As maiores contribuições “vieram de habitação e serviços domésticos (principalmente eletricidade, gás e outros combustíveis e despesas de habitação dos ocupantes proprietários), alimentação e bebidas não alcoólicas e transportes (principalmente combustíveis)”, informou o órgão.

Quando a comparação é feita com o Índice de Preços ao Consumidor britânico sem os custos de habitação dos proprietários ocupantes, a alta chega 10,1%. Novamente, o mesmo valor de julho. Além disso, esse número está quase 3 pontos porcentuais acima do brasileiro IPCA.

A variação de preços do Brasil também é maior que a dos Estados Unidos (8,2%) e a da Alemanha (10%) para o mesmo período. O Produto Interno Bruto (PIB) desses dois países deve crescer menos que o do Brasil em 2022.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB brasileiro deve ter 2,8% de alta neste ano. Ao mesmo tempo, as economias norte-americana e alemã crescerão 1,6% e 1,5%, respectivamente.

2 comentários
  1. Marcelo Magalhaes
    Marcelo Magalhaes

    O ministro da Economia Paulo Guedes pretende apresentar um plano para reformular as contas públicas do país caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito. Uma das ideias elencada na proposta que a Folha de S. Paulo teve acesso é a de desvincular da inflação o valor mínimo do salário e dos benefícios previdenciários.

    Atualmente, a Constituição Federal assegura que o salário mínimo tenha o seu poder aquisitivo preservado por meio de reajustes periódicos, usualmente calculados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2021, o índice teve alta de 10,16%, percentual que foi utilizado para atualizar o valor do salário mínimo para R$ 1.212.

    Pelo novo plano de Guedes, o piso “considera a expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação”. Isso abre a possibilidade de uma correção abaixo da inflação registrada pelo INPC. Caso o salário mínimo deste ano tivesse sido reajustado com base na meta da inflação, por exemplo, o reajuste teria sido de apenas 3,5%.

  2. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    Os fabricantes aqui continuam a burlar a lei e reduzem conteúdo de suas embalagens mascarando portanto a inflação, pois teoricamente os preços dao mantidos. Passou da hora do governo federal dar um basta nessa safadeza.

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