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Economia

Inadimplência de empresas bate recorde histórico em setembro

De acordo com levantamento da Serasa Experian, o montante total das dívidas passa de R$ 200 bilhões

Dívidas afetam mais de 8 milhões de negócios no Brasil | Foto: Steve Buissinne/Pixabay
Dívidas afetam mais de 8 milhões de negócios no Brasil | Foto: Steve Buissinne/Pixabay

A inadimplência das empresas brasileiras atingiu 8,4 milhões de CNPJs negativados em setembro de 2025 — o maior patamar da série histórica para um único mês. O total das dívidas supera R$ 200 bilhões, segundo levantamento da Serasa Experian.

A economista-chefe da Serasa, Camila Abdelmalack, afirmou ao portal Poder360 que o recorde se deu por um ambiente de juros elevados e à desaceleração da concessão de crédito no segundo semestre. O cenário pressiona custos e reduz receitas de negócios.

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Do total de empresas inadimplentes, 7,95 milhões são micro, pequenas e médias. Desse grupo, 20% são MEIs. A dívida média ficou em R$ 24 mil, alta de 9,5% em um ano. O valor médio por conta atrasada é de R$ 3.331,30.

Camila ressalta que, embora baixo para grandes empresas, esse montante compromete seriamente o fluxo de caixa de microempreendedores.

Os setores atingidos por inadimplência

Setor de serviços no Brasil tem queda de 0,4% em agosto
Setor de serviços é o mais afetado pelas negativações, com 54,7% | Foto: Divulgação/ABR

O setor de serviços lidera as negativações (54,7%), seguido pelo comércio (33,2%). No volume das dívidas, serviços também aparecem em primeiro (32,1%), à frente de bancos e cartões (19,5%).

O Sudeste concentra o maior número absoluto de CNPJs no vermelho (4,5 milhões). Em seguida vêm Sul (1,3 milhão), Nordeste (1,2 milhão), Centro-Oeste (729 mil) e Norte (499 mil).

Depois de forte expansão do crédito em 2024, os credores ficaram mais criteriosos. Sem acesso a instrumentos financeiros sofisticados, pequenas e microempresas têm dificuldade para renegociar dívidas.

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Do lado da receita, pesa a desaceleração do consumo das famílias, impactada pelo crédito mais restrito. “Estamos vivendo agora as consequências desse ambiente de juros bastante restritivo”, afirmou a economista.

Outro fator estrutural é a fragilidade no controle financeiro. Segundo Camila, muitos microempreendedores priorizam a operação e deixam a gestão em segundo plano — problema que se torna evidente em cenários adversos.

Leia também: “O tarifaço à vista nas contas de energia”, coluna de Carlo Cauti na Edição 300 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    ISSO É APENAS UM VAZAMENTO… ANTES DA REPRESA RUIR !

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