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Economia

IGP-10 sobe 0,45% em julho, afirma FGV

Índice acumula alta de 1,63% no ano e de 3,38% em 12 meses

IGP-10 foi divulgado nesta quarta-feira, 17, pela FGV Ibre | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
IGP-10 foi divulgado nesta quarta-feira, 17, pela FGV Ibre | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 0,45% em julho. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta quarta-feira, 17.

No mês anterior, a taxa havia sido de 0,83%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 1,63% no ano e de 3,38% em 12 meses. Em julho de 2023, o índice caiu 1,10% no mês e acumulava queda de 7,89% em 12 meses.

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No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou alta de 0,49%.

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Alta do IGP-10 foi puxada por alimentos in natura e combustíveis

O índice relativo a Bens Finais (ex), com exceção dos subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, teve nova alta de 0,49% em julho.

No grupo de Bens Intermediários, a taxa variou de 0,77% em junho para 0,44% em julho. Segundo a FGV Ibre, esse comportamento foi impulsionado pelo recuo nos preços do subgrupo de materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,30% para 0,42%.

Excluindo o impacto do subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice de Bens Intermediários (ex) registrou alta de 0,48% em julho.

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Em sentido oposto, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: soja em grão (4,81% para 1,96%), arroz em casca (7,50% para -1,17%) e minério de ferro (0,05% para -0,60%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,24% em julho. Em junho o índice variara 0,54%.

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Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: alimentação (0,97% para -0,12%), habitação (0,52% para 0,14%), saúde e cuidados pessoais (0,75% para 0,41%), transportes (0,37% para 0,28%) e comunicação (0,26% para 0,08%).

As principais contribuições para esse movimento partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (6,53% para -3,14%), aluguel residencial (1,18% para 0,02%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,86% para 0,75%), transporte por aplicativo (5,40% para -6,45%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,58% para 0,01%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (0,22% para 0,67%), despesas diversas (0,35% para 0,95%) e vestuário (-0,20% para 0,18%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.

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Nessas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: passagem aérea (1,85% para 3,53%), serviços bancários (0,38% para 1,79%) e roupas (-0,43% para 0,12%).

Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,54%, mostrando uma redução em relação à taxa de 1,06% observada no mês anterior.

Materiais e equipamentos apresentaram alta menos significativa, passando de um crescimento de 0,45% em junho para 0,38% em julho. Por outro lado, serviços, que havia subido 0,39% em junho, recuou de 0,08% em julho.

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Já a mão de obra obteve uma desaceleração significativa, passando de 1,96% em junho para 0,83% em julho

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