O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu um aporte de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o Banco Regional de Brasília (BRB).
O pedido foi protocolado na última terça-feira, 23. A medida tenta compensar prejuízos ligados à compra de cerca de R$ 12 bilhões em ativos problemáticos do Banco Master.
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Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o FGC ainda não aprovou a operação. Em caso de liberação dos recursos, o governo poderá transferir o dinheiro ao banco estatal.
Ibaneis tenta capitalizar o BRB
Em 10 de março, Ibaneis sancionou uma lei que permite ao governo do Distrito Federal adotar medidas para socorrer o BRB. Entre as ações autorizadas está a contratação de até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito com o FGC ou com instituições financeiras.
O BRB precisa divulgar seu balanço financeiro de 2025 até 31 de março. O banco também terá de apresentar ao Banco Central um plano para lidar com a crise. Porém, há possibilidade de o prazo ser adiado.
Garantias oferecidas ao FGC
No pedido enviado ao FGC, Ibaneis afirmou que o aporte busca “assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB”.
Como garantia, o governo do Distrito Federal ofereceu imóveis públicos e participações em empresas estatais. Entre os ativos estão ações do próprio BRB, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal e da Companhia Energética de Brasília.
Promessa de ajuste fiscal
Em carta ao FGC, Ibaneis prometeu implementar um ajuste fiscal de R$ 1 bilhão por ano, conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo. A medida, porém, deverá ser executada pelo próximo governador, já que o mandato de Ibaneis termina neste ano e ele deve deixar o cargo até 4 de abril para concorrer ao Senado.
A segunda envolve revisão de contratos administrativos e despesas de custeio, além da digitalização de serviços públicos.
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A terceira prevê revisão de incentivos fiscais, com manutenção apenas dos benefícios que apresentem retorno econômico comprovado.
Segundo o ofício, essas ações devem melhorar a relação entre receitas e despesas do governo local e elevar a classificação de capacidade de pagamento.
No documento, Ibaneis reconheceu que o Distrito Federal possui nota “C” na classificação do Tesouro Nacional. Esse nível impede o governo local de obter aval da União para novos empréstimos.
Pelo alto valor, a operação não deve ser aprovada pelo FGC. Por isso, o sucesso do socorro ao BRB dependeria da participação de um grupo de bancos públicos e privados.
Necessidade de recursos pode ser maior
A estimativa é que o BRB precise de cerca de R$ 8 bilhões para recompor seu capital.
Além disso, parte do plano de capitalização enfrenta questionamentos na Justiça.
Uma ação contesta o uso de nove terrenos públicos como garantia para o socorro financeiro ao banco.
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As dificuldades surgem em meio à crise provocada pelas negociações do BRB com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.
Neste sábado, 28, completa um ano desde a proposta do BRB de aquisição de ativos do banco privado.
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atividade bancária não é de Estado (saúde, segurança e educação), e só servem para desvios (como é o caso) e cabide de emprego, incluindo Banco do Brasil e Caixa Economica. TODOS devem ser privatizados, como o foram o Banespa, Banerj, Banestado e outros.
Deixa quebrar, ué! A turma rouba e ainda o contribuinte tem que pagar duas vezes? Cadeia para os ladrões e pronto!