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Economia

Ibaneis pede R$ 4 bilhões ao FGC para socorrer BRB

Governador busca recursos para cobrir perdas ligadas à compra de ativos podres do Banco Master

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha: sob pressão | Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ajuste fiscal de R$ 1 bilhão prometido por Ibaneis deverá ser executado pelo próximo governador | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu um aporte de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o Banco Regional de Brasília (BRB).

O pedido foi protocolado na última terça-feira, 23. A medida tenta compensar prejuízos ligados à compra de cerca de R$ 12 bilhões em ativos problemáticos do Banco Master.

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Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o FGC ainda não aprovou a operação. Em caso de liberação dos recursos, o governo poderá transferir o dinheiro ao banco estatal.

Ibaneis tenta capitalizar o BRB

Em 10 de março, Ibaneis sancionou uma lei que permite ao governo do Distrito Federal adotar medidas para socorrer o BRB. Entre as ações autorizadas está a contratação de até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito com o FGC ou com instituições financeiras.

O BRB precisa divulgar seu balanço financeiro de 2025 até 31 de março. O banco também terá de apresentar ao Banco Central um plano para lidar com a crise. Porém, há possibilidade de o prazo ser adiado.

Garantias oferecidas ao FGC

No pedido enviado ao FGC, Ibaneis afirmou que o aporte busca “assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB”.

Como garantia, o governo do Distrito Federal ofereceu imóveis públicos e participações em empresas estatais. Entre os ativos estão ações do próprio BRB, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal e da Companhia Energética de Brasília.

Promessa de ajuste fiscal

Em carta ao FGC, Ibaneis prometeu implementar um ajuste fiscal de R$ 1 bilhão por ano, conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo. A medida, porém, deverá ser executada pelo próximo governador, já que o mandato de Ibaneis termina neste ano e ele deve deixar o cargo até 4 de abril para concorrer ao Senado.

A segunda envolve revisão de contratos administrativos e despesas de custeio, além da digitalização de serviços públicos.

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A terceira prevê revisão de incentivos fiscais, com manutenção apenas dos benefícios que apresentem retorno econômico comprovado.

Segundo o ofício, essas ações devem melhorar a relação entre receitas e despesas do governo local e elevar a classificação de capacidade de pagamento.

No documento, Ibaneis reconheceu que o Distrito Federal possui nota “C” na classificação do Tesouro Nacional. Esse nível impede o governo local de obter aval da União para novos empréstimos.

Pelo alto valor, a operação não deve ser aprovada pelo FGC. Por isso, o sucesso do socorro ao BRB dependeria da participação de um grupo de bancos públicos e privados.

Necessidade de recursos pode ser maior

A estimativa é que o BRB precise de cerca de R$ 8 bilhões para recompor seu capital.

Além disso, parte do plano de capitalização enfrenta questionamentos na Justiça.

Uma ação contesta o uso de nove terrenos públicos como garantia para o socorro financeiro ao banco.

Leia mais: “FGC deu R$ 4 bi ao Master meses antes de liquidação

As dificuldades surgem em meio à crise provocada pelas negociações do BRB com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

Neste sábado, 28, completa um ano desde a proposta do BRB de aquisição de ativos do banco privado.

Leia mais: “BRB repete Correios e gasta dinheiro com patrocínio

2 comentários
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    atividade bancária não é de Estado (saúde, segurança e educação), e só servem para desvios (como é o caso) e cabide de emprego, incluindo Banco do Brasil e Caixa Economica. TODOS devem ser privatizados, como o foram o Banespa, Banerj, Banestado e outros.

  2. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    Deixa quebrar, ué! A turma rouba e ainda o contribuinte tem que pagar duas vezes? Cadeia para os ladrões e pronto!

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