O grupo Heineken inaugurou, nesta quinta-feira, 6, sua 14ª fábrica no Brasil, localizada em Passos, no sul de Minas Gerais. A unidade tem capacidade para produzir 5 milhões de hectolitros por ano das marcas Heineken e Amstel.
Segundo o CEO da Heineken Brasil, Mauricio Giamellaro, a nova fábrica permitirá à empresa crescer na categoria de “puro malte”, que inclui também a marca Eisenbahn. Ele afirma que a unidade resolverá um antigo problema de abastecimento.
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Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a fábrica aumentará em 10% a capacidade produtiva da Heineken no Brasil. A empresa espera atingir o limite da produção já na alta temporada, que inclui o verão e o Carnaval.
A depender da demanda, a produção poderá dobrar. Giamellaro disse que a empresa quer ampliar sua presença no mercado e reacender o debate sobre “cerveja puro malte” e “contratos de exclusividade”.
Em setembro, o executivo criticou o preço de cervejas produzidas com milho, base de marcas da principal concorrente, a Ambev. “Não tem problema você vender um produto que não seja puro malte”, disse. “Você só não pode cobrar [como se fossem puro malte].”
Na ocasião, Giamellaro também criticou os contratos de exclusividade da Ambev com bares e grandes eventos, prática que foi alvo de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão entendeu que a rival abusava da posição dominante e limitou o uso dessas cláusulas.
O CEO defende a proibição do modelo, já que, segundo ele, o Cade não consegue fiscalizar integralmente e há risco de descumprimento dos limites.
A disputa pelo espaço nos bares é estratégica. Nesses locais, onde as margens são mais altas, a Heineken detém 20% do mercado, enquanto nos supermercados o índice chega a 48,4%.
“Em nota enviada a Oeste, a Ambev se manifestou sobre o assunto:
“Seguimos cumprindo integralmente o acordo celebrado com o CADE em 2023, que é auditado periodicamente por uma empresa independente designada pelo próprio órgão. Continuaremos com o nosso firme propósito de construir relações transparentes e de confiança com clientes e consumidores, sempre respeitando a legislação brasileira”.
Primeira fábrica da Heineken construída do zero
A fábrica levou dois anos e meio para ser concluída e é a primeira construída do zero pela companhia no país. De acordo com Mauro Homem, vice-presidente de sustentabilidade e assuntos corporativos, a escolha por Minas Gerais se deu pela ausência de produção local e pela qualidade da água disponível na região.
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A linha de produção começou a operar em agosto. Na semana anterior à inauguração, a primeira amostra de Heineken produzida em Passos foi enviada para aprovação na sede da companhia, em Amsterdã. “A gente só consegue colocar nosso produto no mercado se atingir os padrões que garantem que a Heineken é a mesma no Brasil e na Holanda”, disse Giamellaro.
A nova unidade emprega 350 pessoas e opera com energia 100% renovável. Segundo Mauro Homem, o sistema de produção utiliza caldeiras de biomassa e reaproveita até 30% da água usada na fabricação.









































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