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Economia

Haribo, fabricante das ‘balas de ursinho’, encerra produção no Brasil

Unidade de Bauru deixará de operar até julho e afetará cerca de 150 trabalhadores

A companhia não explicou oficialmente os motivos do fechamento | Foto: Reuters/Haribo
A companhia não explicou oficialmente os motivos do fechamento | Foto: Reuters/Haribo

A fabricante alemã de doces Haribo vai encerrar sua produção no Brasil e fechar a fábrica instalada em Bauru, no interior de São Paulo. A unidade continuará operando até julho, dentro de um cronograma de desmobilização anunciado pela empresa neste fim de semana. A decisão deve afetar cerca de 150 trabalhadores.

Conhecida mundialmente pelas balas de gelatina em formato de urso — os “Goldbears”, ou “Ursinhos de Ouro” —, a Haribo informou que manterá presença comercial no mercado brasileiro mesmo depois do encerramento das atividades industriais. A empresa pretende continuar abastecendo o país com estoques já produzidos e reorganizar sua operação comercial nos próximos meses.

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A companhia não explicou oficialmente os motivos do fechamento. Em nota, a Haribo afirmou que o encerramento será conduzido “de forma responsável, com respeito às pessoas e em conformidade com a legislação”.

A unidade de Bauru tinha peso estratégico dentro da estrutura global da companhia. Inaugurada em 2016, foi a primeira fábrica da Haribo fora da Europa e permaneceu como a única operação industrial da marca em toda a América Latina. A planta abastecia o mercado brasileiro e parte das exportações regionais.

Sindicato reage ao anúncio da Haribo

O fechamento provocou reação imediata do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bauru e Região (STIA). A entidade informou que já começou negociações sobre verbas rescisórias e benefícios adicionais para os funcionários afetados.

“O sindicato lamenta profundamente essa decisão da empresa, considerando os impactos sociais e econômicos negativos que o encerramento das atividades provoca, especialmente pelo aumento do desemprego em Bauru e região”, afirmou a entidade.

A saída da Haribo da produção brasileira ocorre em meio a uma sequência de reestruturações industriais promovidas por multinacionais que optaram por manter operações comerciais no país sem produção local.

A fabricante das “balas de ursinho”

Fundada em 1920, na cidade de Bonn, a Haribo se tornou uma das marcas mais conhecidas do setor de confeitos no mundo. O nome da empresa deriva da junção de “Hans Riegel Bonn”, referência ao fundador e à cidade de origem da companhia.

Os “ursinhos” de gelatina transformaram a marca em um fenômeno global de vendas e marketing infantil, consolidando presença em dezenas de países.

Quando anunciou a instalação da fábrica em Bauru, em 2016, a Haribo apresentou o Brasil como plataforma de crescimento para a América Latina. A escolha do interior paulista levou em conta logística, distribuição regional e capacidade de exportação.

Dez anos depois, a companhia deixará de fabricar localmente justamente na única planta construída fora do continente europeu. Apesar disso, a empresa afirma que não pretende abandonar o mercado brasileiro.

“A Haribo reforça seu interesse no mercado brasileiro e confirma que continuará atuando no Brasil”, declarou a companhia, em comunicado oficial. “A empresa realizará mudanças em sua operação, e atualizações serão comunicadas oportunamente.”

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3 comentários
  1. David S
    David S

    Nossa indústria, se depender do nosso “governo”, estará literalmente no abismo….

  2. Enoch Bruder
    Enoch Bruder

    Acredito que a empresa cansou-se do Brasil da insegurança jurídica, da tributação exorbitante e das leis trabalhistas do século passado! É provável que abram operação no Paraguai ou Argentina! Entendeu esquerdalha dos infernos?

  3. Fabio
    Fabio

    Não é necessário um pronunciamento oficial da empresa para entender o que está acontecendo no Brasil. Em 1957, Any Rand com sua percepção de mundo já apregoava:

    “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

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