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Economia

Governo português assume o controle da TAP

Nesta quinta-feira, 2, o governo de Portugal anunciou que chegou a um acordo com os acionistas privados da TAP, a maior empresa aérea do país

TAP
Foto: Nicky Boogaard/Wikimedia

O governo de Portugal vai assumir o controle de 22,5% da aérea que estavam com investidores privados; os portugueses gastarão cerca de 55 milhões de euros

TAP
Foto: Nicky Boogaard/Wikimedia

Ontem, quinta-feira 2, o governo de Portugal anunciou que chegou a um acordo com os acionistas privados da TAP, a maior empresa aérea do país. Pelo acordo, o Estado passa a controlar a maior parte da companhia, que, como todo o setor aéreo, está passando por severas dificuldades em meio à pandemia.

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Como informa o ministro das Finanças de Portugal, João Leão, o Estado português aumentou  sua participação na TAP dos atuais 50% para 72,5%

“De forma a evitar o colapso da empresa, o Estado optou por chegar a acordo com os acionistas privados para comprar parte da participação deles e ficar com 72,5% da TAP, conseguindo o controle”, afirmou Leão de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Para a aquisição de 22,5% da companhia aérea, Portugal vai gastar 55 milhões de euros. O ministro da Infraestrutura, Pedro Nuno Santos, destacou como ponto ponto positivo a não nacionalização da TAP, já que parte da companhia permaneceu com a iniciativa privada.

Apesar disso, no entanto, o governo na prática controlará a empresa, que agora possui apenas um sócio privado, o empresário português Humberto Pedrosa.

A TAP já apresentava inegavelmente resultados financeiros ruins desde muito antes da pandemia do coronavírus. A empresa registrou lucro pela última vez em 2017; nos últimos dois anos os prejuízos foram superiores a 100 milhões de euros.

Azul

Os acionistas privados que venderam sua participação na TAP foram a companhia aérea brasileira Azul e seu fundador, David Neeleman. A empresa brasileira, que detinha 6% da TAP, vai receber aproximadamente R$ 65 milhões do governo português.

A Azul também detinha 90 milhões de euros em títulos da TAP que poderiam virar participação na aérea. Esses papéis têm vencimento em 2026. Pelo acordo com o governo de Portugal, a Azul não poderá converter esses títulos em participação, permanecendo apenas como credora da empresa portuguesa.

Conforme divulgado no jornal O Estado de S. Paulo, o valor que será recebido deverá ser usado primordialmente para reforçar o caixa. A Azul, assim como grande parte das empresas aéreas do mundo, está passando por dificuldades por causa da pandemia.

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1 comentário
  1. Alvaro Luiz Devecz
    Alvaro Luiz Devecz

    Esse empresa Tamancos Aéreos Portugueses- TAP , já deveria estar fechada há muito tempo.

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