publicidade
Economia

Governo eleva imposto sobre carro elétrico e pressiona montadoras estrangeiras

Alta nas alíquotas fortalece indústria nacional e acelera planos de fábricas no país

Carros elétricos da BYD
Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil | Foto: Divulgação/BYD

O governo federal aumentou nesta terça-feira, 1º de julho, o imposto de importação sobre carros elétricos. A nova rodada de elevação faz parte de um cronograma iniciado em janeiro. A agenda deve culminar, até julho de 2026, em uma alíquota de 35% para todos os modelos.

Como resultado, as tarifas agora variam entre 25% e 30%, dependendo da categoria do veículo. No caso dos híbridos plug-in, por exemplo, a taxa subiu de 20% para 28%.

Receba nossas atualizações

Apesar da medida, o impacto imediato nos preços ainda é incerto. Fabricantes e revendas podem optar por manter os valores atuais, absorvendo os custos para não perder competitividade no mercado.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

A justificativa oficial para o aumento é estimular a produção nacional de veículos elétricos. A Câmara de Comércio Exterior já havia aprovado o escalonamento no fim de 2023. A intenção do governo é favorecer as montadoras instaladas no Brasil.

De janeiro a maio de 2025, o país recebeu 186.181 veículos importados, sendo quase metade, 49,8%, composta de modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa).

No mesmo período, o total de veículos emplacados no Brasil chegou a 929 mil unidades. Ou seja: os carros elétricos importados responderam por 9,98% do total vendido no país.

Representantes da indústria nacional defendem antecipar a alíquota final de 35% para frear a entrada de modelos estrangeiros. A Abeifa, no entanto, é contrária à ideia e defende previsibilidade.

A pressão também vem da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Segundo a entidade, o excesso de importações prejudica o desempenho das marcas que produzem no país.

Indústria aposta em fábricas de elétricos para fugir das novas tarifas

Na prática, a nova taxação já acelera os planos de instalação de fábricas no Brasil. Montadoras como BYD e GWM, ambas chinesas, anunciaram operações locais para escapar das alíquotas maiores.

A BYD comprou a antiga planta da Ford em Camaçari (BA), mas atrasou o cronograma inicial. Problemas trabalhistas que envolvem operários chineses e troca de empreiteira responsável pelas obras contribuíram para o atraso.

Também a GWM está instalada em Iracemápolis (SP), onde a Mercedes-Benz já atuou. A expectativa é iniciar a pré-produção ainda neste mês. Outras marcas também se preparam.

+ Leia também: “Governo lança edital do CNU: confira vagas e como se inscrever”

A Caoa Chery segue com operações em Anápolis (GO) e deve ampliar sua presença com uma unidade em Jacareí (SP), onde pretende montar novos modelos das marcas Omoda e Jaecoo.

Já a GAC Motors negocia uma planta em Catalão (GO). Por sua vez, a Geely, que trouxe o SUV EX5 pelo Porto de Paranaguá (PR), avalia uma fábrica em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.