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Economia

Gigante dos videogames, Electronic Arts é vendida por mais de US$ 50 bi

Acordo encerra mais de 30 anos da EA como empresa de capital aberto

Sede da Electronic Arts na Romênia | Foto: EA/Divulgação
Sede da Electronic Arts na Romênia | Foto: EA/Divulgação

A Electronic Arts (EA), uma das maiores desenvolvedoras e distribuidoras de videogames do mundo, anunciou nesta segunda-feira, 29, a assinatura de um acordo definitivo para ser adquirida por um consórcio formado pelo Public Investment Fund (PIF), da Arábia Saudita, e pelas gestoras Silver Lake e Affinity Partners. A operação, integralmente em dinheiro, avalia a companhia em aproximadamente US$ 55 bilhões.

O acordo foi aprovado pelo conselho de administração e ainda depende de trâmites regulatórios e da aprovação formal dos acionistas. A expectativa é que seja concluído no primeiro trimestre de 2027. Assim, as ações da EA deixarão de ser negociadas em bolsas públicas, o que encerra um ciclo de mais de 30 anos como empresa de capital aberto.

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Segundo informações oficiais, a aquisição será financiada por cerca de US$ 35 bilhões em capital próprio do consórcio e US$ 20 bilhões em dívida, integralmente garantidos pelo banco JPMorgan. Deste total, quase US$ 20 bilhões devem ser liberados no fechamento da operação. O PIF, que já detinha 10% de participação na EA, transferirá sua fatia para a nova estrutura.

A empresa seguirá sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, e Andrew Wilson continuará à frente como diretor-presidente. Entre os assessores da operação estão o Goldman Sachs, que atuará como consultor financeiro da EA, e a própria JPMorgan, como assessora do mesmo departamento.

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Diretor-presidente fala em “experiências extraordinárias”

O diretor-presidente Andrew Wilson afirmou que a transação reconhece o trabalho desenvolvido pela companhia. “Nossas equipes criativas e apaixonadas entregaram experiências extraordinárias para centenas de milhões de fãs, construíram algumas das propriedades intelectuais mais icônicas do mundo e criaram valor significativo para o nosso negócio”, disse. “Este momento é um poderoso reconhecimento do trabalho notável deles.”

Em mensagem enviada a funcionários, Wilson acrescentou que “este é um dos maiores e mais significativos investimentos já feitos na indústria” e que os novos investidores “trazem profunda experiência em esportes, jogos e entretenimento”. “Eles acreditam em nosso pessoal, em nossa liderança e na visão de longo prazo que estamos construindo juntos”, afirmou.

Turqi Alnowaiser, vice-diretor do PIF, declarou que o fundo “demonstrou forte compromisso com esses setores, e esta parceria ajudará a impulsionar ainda mais o crescimento de longo prazo da EA, ao mesmo tempo em que alimenta a inovação dentro da indústria em escala global”.

Já Egon Durban, co-CEO da Silver Lake, destacou o histórico recente da companhia: “Estamos honrados em investir e apoiar Andrew — um CEO extraordinário que dobrou a receita, quase triplicou o EBITDA e impulsionou um aumento de cinco vezes no valor de mercado durante sua gestão”. A sigla se refere a um indicador usado para medir a capacidade de geração de caixa de uma empresa a partir de suas operações, sem considerar custos financeiros, tributos ou ajustes contábeis.

O CEO da Affinity Partners, Jared Kushner, também comentou: “A Electronic Arts é uma empresa extraordinária, com uma equipe de gestão de classe mundial e uma visão ousada para o futuro”, elogiou. “Sempre admirei sua capacidade de criar experiências icônicas e duradouras.”

A história da Electronic Arts

Fundada em 1982, a EA construiu um catálogo com franquias conhecidas mundialmente, como EA Sports FC, Battlefield, Apex Legends, The Sims, Madden NFL, Need for Speed, Dragon Age e Plants vs. Zombies. No ano fiscal de 2025, a empresa registrou receita líquida de aproximadamente US$ 7,5 bilhões.

Com a operação, a Electronic Arts ingressa em uma nova fase, deixando de responder ao mercado acionário e passando a ser controlada integralmente pelo consórcio de investidores. A empresa informou que seguirá com sua missão de “inspirar o mundo a jogar” e que seus valores e compromissos com jogadores e fãs permanecerão inalterados.

Leia também: “Procuram-se profissionais de tecnologia”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 168 da Revista Oeste

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