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Economia

Galípolo diz que BC enfrenta desafio para conter inflação

Presidente da autoridade monetária afirmou que choques globais dificultam controle dos preços

Galípolo esclareceu que discussões sobre a redução da taxa básica de juros não fazem parte da pauta atual do Comitê de Política Monetária | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Declaração de Galípolo ocorreu durante a abertura da IV Conferência Anual do Banco Central | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 13, que a autoridade monetária enfrenta dificuldade para distinguir choques temporários de oferta dos chamados “efeitos de segunda ordem”, que pressionam a inflação de forma mais persistente.

A declaração ocorreu durante a abertura da IV Conferência Anual do Banco Central.

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Segundo Galípolo, guerras, tensões geopolíticas e eventos climáticos passaram a gerar impactos sucessivos sobre preços e cadeias produtivas. O presidente do BC disse que o mundo vive o “quarto choque de oferta em menos de seis anos”.

banco master banco central
Gabriel Galípolo declarou ainda que o Banco Central não pretende abandonar o objetivo de controlar a inflação| Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Ele afirmou que esses episódios colocam os bancos centrais em uma situação “especialmente difícil”, porque elevam o custo de vida e afetam diretamente a percepção da população sobre a inflação.

Galípolo cita clima e perda de credibilidade

Durante o discurso, Galípolo declarou que mudanças climáticas e fenômenos extremos passaram a ocorrer com maior frequência e concentração.

“Choques de oferta colocam o Banco Central diante de um desafio que é bastante especial”, afirmou.

+ Leia também: “Empresário confirma à PF plano de Daniel Vorcaro contra o Banco Central

O presidente do BC também disse que existe uma “dissonância” entre os índices oficiais de inflação e a percepção das pessoas sobre o aumento do custo de vida. Segundo ele, isso pressiona a credibilidade das autoridades monetárias.

Galípolo declarou ainda que o Banco Central não pretende abandonar o objetivo de controlar a inflação, mesmo em um cenário de expectativas desancoradas e mercado de trabalho aquecido.

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1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Não teria mais um itenzinho , Galipodo? Os gastos descontrolados do governo e os aumentos de salário a si mesmos mpostos pelo STF,

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