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Economia

Depois de operação da PF, fundador da Reag renuncia à presidência da Revee

João Mansur deixa função no Conselho de Administração da companhia

João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos | Foto: Divulgação/Reag

Depois de envolvimento na segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), o empresário e fundador da Reag, João Carlos Mansur, renunciou à presidência do Conselho de Administração da Revee.

A empresa integra a B3 e atua em concessões de equipamentos públicos em cidades, como Recife e Belo Horizonte. Na mesma ocasião, Wisam Kamel Ayache também deixou o cargo de conselheiro independente.

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A formalização da saída dos dois executivos ocorreu em comunicado divulgado pela Revee na noite da última quarta-feira, 14. No mesmo dia, Mansur tornou-se alvo da operação da PF.

Depois do comunicado, o valor das ações da companhia, que já atingiram R$ 30 em 2025, despencou e chegou a R$ 2,34 na sexta-feira 16.

Recomposição da Revee e trajetória de Mansur na Reag

Liquidação extrajudicial da Reag foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro | Foto: Divulgação/Reag
Liquidação extrajudicial da Reag ocorreu na quinta-feira, 15 de janeiro | Foto: Divulgação/Reag

Segundo a própria empresa, “tendo em vista a vacância da maioria dos cargos do Conselho de Administração da Companhia, a Companhia informa que está em andamento o processo de seleção de candidatos para a recomposição desse órgão”. A Revee acrescentou que convocará assembleia-geral de acionistas em até 30 dias para deliberar sobre a nova composição do conselho, conforme a nota oficial.

A decisão de Mansur ocorre depois de revelações de que, apesar de já ter deixado a Reag depois da Operação Carbono Oculto, ele continuava como presidente do conselho da Revee. O empresário é conhecido por fundar a Reag Investimentos, com experiência na estruturação de mais de 200 fundos. Além disso, intermediou o acordo entre o Palmeiras e a WTorre para a construção do estádio Allianz Parque.

Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste

Na criação da Revee, Mansur convidou Luis Davantel, ex-CEO do Allianz, para liderar a empresa. Seu objetivo era replicar o modelo de administração de arenas esportivas e culturais em diferentes cidades, com uma rede de gestão desses equipamentos.

O primeiro ativo da Revee foi a concessão da Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). O local é composto pelo estádio, o ginásio Gigantão e um centro de eventos para 30 mil pessoas. A concessão, formalizada em 2023 com o então prefeito Edinho Silva (PT), estabeleceu pagamento de R$ 10 milhões à vista e R$ 20 milhões em investimentos diretos.

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