O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, nesta terça-feira, 18, que a operação que envolve o Banco Master apura uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ele relatou que agentes apreenderam R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo na casa de um dos investigados, cujo nome não foi detalhado.
Também nesta terça-feira, a PF prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o sócio Augusto Lima. A investigação mira a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do sistema financeiro. Rodrigues informou que a ação é integrada com o Banco Central (BC) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, voltada a crimes contra o sistema financeiro.
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O BC decretou liquidação extrajudicial do Banco Master um dia depois de o Grupo Fictor demonstrar interesse na compra. A corretora de câmbio do grupo também ficará sob liquidação.
A PF também cumpriu mandados contra dirigentes do Banco de Brasília, o BRB. O presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça, assim como o diretor-executivo financeiro do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior, por 60 dias.
Andrei Rodrigues defendeu na CPI o fato de que o combate ao crime organizado deve priorizar a descapitalização das organizações e a prisão de suas lideranças. O depoimento previsto de Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, não ocorreu. O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que insistirá na oitiva.
Intervenção no Banco Master é a maior da história do Brasil

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S.A. e colocou o Banco Master Múltiplo sob administração especial temporária. O conglomerado, com R$ 86,3 bilhões em ativos, tornou-se o maior caso de intervenção bancária já registrado no no Brasil, superando episódios como Nacional, Econômico e Bamerindus, nos anos 1990.
A liquidação encerra as operações do Master S.A. e transfere a um administrador nomeado pelo BC a tarefa de vender bens e recuperar créditos para pagar credores. O Master Múltiplo continua em funcionamento, porém sob controle direto da autoridade monetária.
Os depósitos elegíveis ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) somam R$ 62,2 bilhões — volume inédito para o mecanismo, que cobre até R$ 250 mil por cliente. Em 30 anos, o fundo atuou em cerca de 40 quebras, mas nunca enfrentou risco dessa magnitude.
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Esta é uma estória de contos de fadas. Todo mundo sabia há muito tempo. Deixaram o buraco aumentar para o dinheiro público tapar. Nada vai acontecer porque tem
Muita gente envolvida
é verdade que a mulher do Alexandre de MOraes é advogada do cara preso?