O fundo de investimento Farallon, controlador das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), conseguiu aprovar o plano de recuperação judicial em assembleia geral de credores. A expectativa é que a homologação pela Justiça ocorra até o fim deste ano, enquanto a universidade enfrenta dívidas que somam aproximadamente R$ 115 milhões.
Quase todos os credores concordaram com os termos apresentados, exceto as famílias fundadoras da FMU e empresas ligadas a elas, que permanecem em disputa judicial com a atual gestão. O plano estabelece que credores fornecedores classificados como colaboradores receberão o valor integral em até 120 dias. Já os que têm a receber até R$ 150 mil serão pagos em até 30 dias.
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No mês anterior, as famílias Alves e Silva e Fioravante, fundadoras da FMU e proprietárias dos 18 edifícios utilizados pela instituição, pediram à Justiça a conversão da recuperação judicial em falência. O pedido se baseia na inadimplência referente a aluguéis e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana dos imóveis desde março, quando o processo de recuperação foi admitido. O débito acumulado no período supera R$ 40 milhões.
A origem desse conflito remonta à venda da FMU ao Grupo Laureate, em 2013, quando os prédios passaram a ser alugados para a instituição conforme o acordo firmado. Desde então, a questão é debatida em tribunal arbitral. Em 2020, o controle da FMU foi transferido ao fundo Farallon, depois da aquisição da Laureate pela Ânima Educação.
Dificuldades financeiras e perspectivas da FMU
Segundo o pedido de recuperação judicial, a atual gestão aponta impactos de investimentos feitos durante a pandemia para manutenção do ensino remoto. Outras dificuldades surgiram a partir de 2021, como restrições no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, evasão e aumento da inadimplência estudantil. A FMU afirma que medidas para reequilibrar as finanças têm sido adotadas desde o fim de 2023.
“Graças a esses ajustes operacionais, a FMU projeta uma melhora substancial em sua margem Ebitda [lucro operacional] ajustada ao longo de 2025, estimada em 21,5%”, afirmou o grupo no pedido, conforme reportado pelo jornal Folha de S.Paulo. Em 2023, a margem registrada foi de 14,1%.






































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