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Economia

Fitch projeta Brasil com maior déficit fiscal na América Latina em 2026

Análise considera que, mesmo depois de avanços no controle da deficiência em relação ao PIB, dívida pública segue no topo do continente

Pessoa equilibra moedas em uma balança, em representação ao déficit fiscal no Brasil
Pessoa equilibra moedas em uma balança, em representação ao déficit fiscal no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik

Uma projeção da Fitch Ratings mostrou que o Brasil deverá registrar o maior déficit fiscal entre os países da América Latina em 2026, superando outras economias da região.

A análise considera que, mesmo depois de avanços no controle da deficiência em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde a pandemia, a dívida pública brasileira segue entre as mais elevadas do continente. O documento conta com comentários de Shelly Shetty, chefe de classificações soberanas da Fitch para as Américas e a Ásia–Pacífico.

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Apesar desse cenário fiscal, a especialista destacou que o Brasil tem apresentado recuo na inflação e expansão na atividade econômica. Para 2026, a agência estima que o crescimento brasileiro ficará pouco abaixo de 2%.

Em comparação com outros países, os Estados Unidos devem alcançar 2%, e a China deve desacelerar de 5% para 2,1%. A nação asiática passa por redução da demanda interna. Shelly também ressaltou que os investimentos chineses direcionados à América Latina permanecem em níveis reduzidos.

Política monetária diferencia o Brasil dos vizinhos

Sede do Banco Central, que decretou a liquidação do Master nesta terça-feira, 18 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Prédio-sede do Banco Central, em Brasília| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em relação à política monetária, o Brasil se diferencia dos vizinhos, conforme análise da executiva. “Vimos a maioria dos países da América Latina capazes de cortar as taxas de juros, com exceção do Brasil, onde há anos prolongados de taxas mais altas”, afirmou Shetty, da Fitch Ratings.

Ela observou que Brasil mantém essas taxas elevadas. A prática, segundo ela, é o oposto à tendência regional de diferencial de juros menor em relação ao Federal Reserve, o Banco Central dos EUA.

Leia também: “A espada de Vorcaro”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 306 da Revista Oeste

Assim, o contexto contribui para o fortalecimento da moeda, como ocorreu com o real e o peso colombiano ao longo de 2025.

Durante a conferência da agência, Shetty também afirmou que a desvalorização global do dólar tem trazido impactos positivos à América Latina. O fato favorece moedas da região e influencia o ambiente econômico dos países latino-americanos.

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