O administrador Antônio Marques de Oliveira Neto, mediador da tentativa de compra do Banco Master pelo grupo financeiro Fictor, afirmou em entrevista ao site Uol que o Banco Central agiu de forma seletiva ao intervir no caso. A autoridade monetária preservou apenas áreas e agentes que, segundo Oliveira Neto, tinham interesse relacionados ao PT.
Para o executivo, a condução do processo contribuiu para o esvaziamento do banco e inviabilizou uma solução privada que previa aporte de R$ 3 bilhões. De acordo com o relato, em novembro de 2025, foi assinado na sede do Master, em São Paulo, o documento para a negociação com investidores estrangeiros.
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Banco Central: proposta desapareceu do sistema
Naquele momento, toda a documentação teria sido enviada ao Banco Central por meio do sistema interno da instituição. O plano incluía a troca de diretoria: Daniel Vorcaro deixaria a presidência e Oliveira Neto assumiria o comando. Segundo o executivo, o projeto previa reestruturação ampla.
O grupo árabe, vinculado ao Fictor, faria captação de recursos no exterior, retornaria com força o crédito consignado e ampliaria operações de câmbio e fusões, aproveitando a presença do Master em plataformas internacionais usadas em transações fora do sistema tradicional. A estratégia também buscava reduzir a dependência de recursos de curto prazo e do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
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Oliveira Neto afirma que o Banco Central não analisou o pedido de compra e capitalização. Acrescentou, conforme a entrevista, que a proposta chegou a desaparecer do sistema. Para ele, a liquidação do Master foi deliberada e de forma acelerada, enquanto outras partes do ecossistema ligado ao banco não sofreram sanções relevantes.
O mediador sustenta que o regulador teria sido “extremamente seletivo” ao definir quem seria atingido por medidas mais duras e quem permaneceria fora de regimes especiais. Segundo ele, instituições e empresas que tinham relação com áreas consideradas estratégicas ou próximas ao campo político teriam sido preservadas. O BC, diz ele, salvou o que seria de interesse do governo federal, ao permitir que a parte mais lucrativa do negócio seguisse operando fora do Master.
O ponto mais sensível, segundo Oliveira Neto, foi a saída do Credcesta, braço de crédito consignado que representava mais da metade da geração de resultados do banco. O Credcesta é uma operação voltada principalmente a servidores públicos estaduais e municipais da Bahia, Estado governado pelo PT.
O executivo afirma que a operação conduzida pelo BC retirou o principal ativo gerador de caixa sem que o passivo fosse reduzido na mesma proporção, o que teria tornado a instituição financeiramente inviável. Na sua visão, permitir a transferência dessa área, que acabou incorporada por outra instituição, provocou um esvaziamento patrimonial. Ele sustenta que, depois da perda do consignado, o Master passou a depender basicamente da negociação de carteiras de crédito originadas por terceiros, com margens menores e maior exposição a risco.
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Oliveira Neto afirma na entrevista que os investidores estrangeiros planejavam reorganizar o banco ao longo de 2026, com liquidação de passivos e busca de novas fontes de financiamento fora do país. Segundo ele, haveria espaço para alongar dívidas e estabilizar a operação, especialmente depois da venda de ativos e da reorganização interna prevista no plano entregue ao regulador.
Ainda conforme o relato ao site, a carteira de ativos havia sido analisada antes da proposta de compra e contava, segundo ele, com relatórios técnicos e pareceres jurídicos. Por isso, o executivo diz estranhar que posteriormente tenham surgido acusações de fraude envolvendo créditos negociados com outras instituições financeiras.
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Duh.
O cara deve ter perdido uma comissão de algumas dezenas de milhões de reais, é ÓBVIO que ele iria criticar a decisão do BC. Cobram isenção pra todo lado e colocam um sujeito com enormes interesses na venda do banco pra dar entrevista. Calma lá pessoal.
Ta certo primeiro o Carnaval , depois o Brasil ….