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Economia

Empresa do presidente da Fiesp tem pedido de recuperação judicial aprovado

A companhia têxtil de Josué Gomes da Silva tem dívida de R$ 2 bilhões no mercado

Presidente Lula e o presidente da Fiesp, em 2017
Presidente Lula e o presidente da Fiesp, em 2017 | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O conglomerado Coteminas anunciou, nesta sexta-feira, 26, que o seu pedido de recuperação judicial foi aprovado pela Justiça de Minas Gerais. A companhia têxtil pertence ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva.

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Em maio deste ano, Silva pediu afastamento da presidência da Fiesp, por 40 dias, para cuidar do processo de recuperação da sua empresa. A dívida ultrapassa os R$ 2 bilhões e envolve cerca de nove subsidiárias.

Os braços da Coteminas relataram dificuldades de liquidez durante os últimos anos. As companhias afirmaram que a pandemia do covid-19 e a desvalorização do real contribuíram para o declínio dos negócios.

A aprovação do pedido de recuperação judicial deve suspender as ações e execuções por 180 dias. Depois da publicação do edital sobre o tema, os credores deverão habilitar seus créditos em até 15 dias.

Coteminas, empresa do presidente da Fiesp, apresenta instabilidade financeira desde 2008

A Coteminas compareceu em audiências públicas nos Estados de Minas Gerais, Paraíba e Santa Catarina. A defesa do grupo afirmou que a empresa do presidente da Fiesp tem problemas desde 2008. Naquele ano, a companhia teria operado as fábricas com 60% de ociosidade.

O presidente da FIESP, Josué Gomes da Silva
O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva | Foto: Reprodução/Fiesp

Os anos subsequentes apresentaram resultados semelhantes. Em 2019, a empresa chegou a acumular R$ 570 milhões de prejuízo. Apesar disso, o pedido de recuperação judicial afirmou que a companhia ainda podia gerar caixa e, assim, manter as contas quitadas (impostos e custeio de dívidas).

Os problemas pioraram em 2020. A empresa consumiu todo o capital de giro para poder manter as portas abertas. Mediante a fragilidade financeira, a Coteminas decidiu pegar um empréstimo de R$ 300 milhões com a Farallon Investimentos.

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4 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    É nessas situações que a máquina pública do mal atua. Devem cooptar o empresário, mantê-lo refém de BNDES e do judiciário. Funciona como um pacto com o Diabo.

    1. Reinaldo Martinazzo
      Reinaldo Martinazzo

      O seu pai deu o primeiro abraço e viabilizou a narrativa que construiu a versão lulinha paz e amor…
      Falar em recuperação judicial é uma piada.

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