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Economia

Em 2025, Americanas volta a fechar lojas em SP

Em recuperação judicial, rede encolhe especialmente na capital paulista

Americanas encolhe rede para melhorar rentabilidade e vende ativos para fazer caixa: estratégias em meio à recuperação judicial | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Americanas encolhe rede para melhorar rentabilidade e vende ativos para fazer caixa: estratégias em meio à recuperação judicial | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A rede de lojas Americanas voltou a fechar unidades no início deste ano em São Paulo. A direção da empresa decidiu interromper o funcionamento de pelo menos cinco filiais em bairros importantes da capital paulista: Vila Mariana, Mooca, Tatuapé, Perdizes e Consolação

Em recuperação judicial há dois anos, a empresa não explicou os motivos do fechamento nem a escolha pelos pontos de venda descontinuados. Relatório do administrador diz que não houve fechamento de lojas na semana anterior ao Natal. De acordo com o documento, todas as 1.676 lojas permanecem abertas. 

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Americanas desativa mais de 70 lojas

O documento acrescenta ainda a contratação de 394 pessoas. Com isso, a rede fechou 2024 com um total de 34.939 funcionários sob regime formal de emprego. Entre dezembro de 2023 e novembro do ano passado, a empresa desativou 78 lojas.

As novas decisões da companhia, principalmente com o enxugamento de lojas não rentáveis, respondem, em parte, segundo analistas, pela valorização das ações da companhia. Em 30 de dezembro, os papéis da Americanas (AMER3) tiveram alta de 20%, cotadas a R$ 6,20. No entanto, no início do ano, voltaram a recuar e estão no patamar de R$ 5,55.

A Americanas está em processo de recuperação judicial depois que investigações revelaram uma fraude contábil que ultrapassa R$ 20 bilhões. Assim que assumiu a presidência da companhia, em janeiro de 2023, o executivo Sergio Rial tomou conhecimento das irregularidades e, desse modo, pediu demissão. Era o começo de um escândalo financeiro.

Ex-CEO Miguel Gutierrez é acusado de ter articulado o esquema. Ele chegou a ter a prisão decretada e fugiu do país. O mandado de prisão foi revogado em agosto de 2024. No momento, o atual presidente é Leonardo Coelho. Além de reduzir perdas, o executivo tenta fazer caixa por meio da venda de duas subsidiárias: a Natural da Terra e a Uni.co 

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1 comentário
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Esta situação da Americanas, mostra a importância da ética nos negócios, justamente o que o ex-CEO Miguel Gutierrez e sua diretoria, não tiveram. Se tornaram “escravos” do dinheiro.
    Atitudes assim, destroem à confiança no mercado de ações em qualquer país do mundo.
    Parabéns a Sérgio Rial, que mostrou como um executivo deve agir com ética e coragem nos negócios, um exemplo para todos os executivos e alunos da área de negócios no Brasil.

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