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Economia

Economia desacelera, e PIB sobe apenas 0,1% no 3º trimestre

Baixa no índice ocorreu depois de um avanço de 0,4% do trimestre anterior

Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília, em alusão à nota sobre o déficit do setor público (bc)
Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro subiu apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2025, depois de um avanço de 0,4% no trimestre anterior. É a segunda desaceleração seguida. O valor total da economia no período foi de R$ 3,2 trilhões.

As altas anteriores foram de 1,3% (primeiro trimestre) e 0,4% (segundo trimestre). O resultado ficou acima do Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil, que indicou queda de 0,9%. A Fundação Getulio Vargas também estimou avanço de 0,1%.

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Para 2025, projeções indicam o pior desempenho desde 2020: mercado vê alta de 2,16%; BC, de 2%; Fazenda, de 2,2%.

Composição do PIB

grau de investimento Brasil
Agropecuária e Indústria impulsionaram o PIB no 3º trimestre | Foto: Agência Brasil

A produção total foi de R$ 3,2 trilhões — sendo R$ 2,8 tri de valor adicionado e R$ 449,3 bi de impostos.

  • Agropecuária: +0,4%;
  • Indústria: +0,8% (extrativa +1,7%; construção +1,3%; transformação +0,3%; eletricidade e gás -0,1%); e
  • Serviços: +0,1% (finanças -1%; transporte +2,7%; informação +1,5%; imobiliário +0,8%; comércio +0,4%; administração pública +0,4%).

Demanda: consumo das famílias +0,1%; consumo do governo +1,3%; FBCF +0,9%.
Setor externo: exportações +3,3%; importações +0,3%.
Taxas: investimento 17,3% do PIB; poupança 14,5%.

Comparação com terceiro trimestre de 2024

  • PIB: +1,8%.
  • Agro: +10,1%.
  • Indústria: +1,7%.
  • Serviços: +1,3%.

Consumo das famílias teve a 18ª alta seguida: +0,4%, puxado por massa salarial, transferências e crédito. Consumo do governo: +1,8%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB subiu 2,7% (ante 3,3% no trimestre anterior).

Política monetária

A desaceleração do PIB é compatível com a Selic a 15% ao ano, mantida desde junho.
O BC vê freio da demanda como necessário para controlar a inflação, que segue acima do intervalo de 1,5% a 4,5% desde setembro de 2024.

O Comitê de Política Monetária projeta que a taxa ficará elevada por período prolongado. O mercado se divide sobre quando começará o ciclo de cortes: primeira ou segunda reunião de 2026.

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