O dólar apresentou alta nesta quinta-feira, 24, enquanto investidores analisavam os dados de inflação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15).

Às 12h50, a moeda norte-americana subia 0,29%, cotada a R$ 5,70. A bolsa, por sua vez, caía 0,08%, aos 129.126 pontos.
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Dólar estava cotado em R$ 5,69 na quarta-feira 23
Na quarta-feira 23, em contrapartida, a moeda encerrou em queda de 0,10%, cotada a R$ 5,69. No mesmo dia, a bolsa recuou 0,55%, para 129.233 pontos.
O IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, aumentou para 0,54% em outubro, depois de registrar 0,13% em setembro. Esse resultado superou a mediana das previsões do mercado, que era de 0,51% para o mês, segundo a Bloomberg. As estimativas variavam de 0,43% a 0,60%.
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Com o resultado de outubro, o IPCA-15 acumulou alta de 4,4% nos últimos 12 meses, informou o IBGE. Até setembro, a taxa era de 4,1%. A divulgação ocorre em um momento de atenção aos movimentos do Copom do Banco Central (BC), que ainda não definiu claramente a trajetória da taxa básica de juros.
O Copom reiniciou o ciclo de aumento da Selic em setembro, elevando-a em 0,25 ponto porcentual, para 10,7% ao ano. Os diretores do BC têm enfatizado que futuras decisões dependerão dos dados econômicos, especialmente os de inflação.
IPCA no teto da meta
No Boletim Focus divulgado na última segunda-feira, 21, economistas consultados pelo BC passaram a prever um IPCA no teto da meta, em 4,5%. Na semana passada, estava estimado em 4,3%.

Foi a terceira semana consecutiva de aumento na expectativa para a inflação, com a maior alta do ano, de 0,11 ponto porcentual. O dado sugere que as expectativas de inflação estão se afastando do centro da meta do BC. Além disso, o atual nível de aperto econômico pode não ser suficiente para conter a inflação.
Nesse cenário, investidores esperam que a Selic suba 0,50 ponto na próxima reunião de política monetária, marcada para 5 e 6 de novembro.
Desconfiança entre os investidores
A projeção vem acompanhada de crescente desconfiança entre os investidores quanto ao equilíbrio fiscal do país, um dos fatores impulsionadores da inflação, segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto. O mercado aguarda cortes nas despesas para atingir um equilíbrio fiscal a longo prazo.
Planos para cortes de gastos, anunciados recentemente pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, devem ser detalhados depois do segundo turno das eleições municipais, em 27 de outubro.








































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