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Economia

Dívida Pública Federal sobe e fecha maio em quase R$ 7 trilhões

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional

Dívida pública
Com a interrupção do ciclo de corte da taxa básica de juros, atualmente em 10,50% ao ano, a parcela de títulos da Dívida Pública Federal atrelados à Selic subiu em maio para 43,78% | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 3,1% em maio e fechou o mês em R$ 6,912 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. Em março, o estoque estava em R$ 6,704 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 61,38 bilhões no mês passado, enquanto houve uma emissão líquida de R$ 146,71 bilhões.

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A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve alta de 3,16% em maio e fechou o mês em R$ 6,627 trilhões.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,77% maior no mês, somando R$ 285,47 bilhões ao fim de maio.

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Participação de estrangeiros na Dívida Pública

A participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública teve leve queda em maio. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 9,80% em abril para 9,76% no mês passado.

No fim de 2023, a fatia estava em 9,48%. O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 647,08 bilhões em maio, ante R$ 629,54 bilhões em abril.

A maior participação no estoque da DPMFi continuou com as instituições financeiras, com 30,41% em maio, ante 29,23% em abril.

A parcela dos fundos de investimentos passou de 22,98% para 22,73% em maio. Na sequência, o grupo Previdência passou de uma participação de 23,51% para 22,90% de um mês para o outro. Já as seguradoras passaram de 3,98% para 3,89% na mesma comparação.

Parcela atrelada à Selic

Com a interrupção do ciclo de corte da taxa básica de juros, atualmente em 10,50% ao ano, a parcela de títulos da DPF atrelados à Selic subiu em maio, para 43,78%. Em abril, estava em 43,11%. Já os papéis prefixados mantiveram a fatia em 22,68%.

Os títulos remunerados pela inflação recuaram para 29,43% do estoque da DPF em maio, ante 30,04% em abril. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,16% para 4,11% no mês passado.

No Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2024, os papéis remunerados pela Selic devem ter participação de 40% a 44%. Os títulos prefixados podem variar entre 24% e 28%. Para os papéis corrigidos pela inflação, a participação é de 27% a 31% do estoque. Já os títulos atrelados ao câmbio devem ficar entre 3% e 7%.

O Tesouro informou ainda que parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou alta, passando de 19,07% em abril para 20,79% em maio.

O prazo médio da dívida teve recuo de 4,13 anos para 4,08 anos na mesma comparação. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF subiu de 10,63% ao ano para 10,56% ao ano no mês passado.

“Colchão da dívida

O Tesouro Nacional encerrou maio com R$ 1,032 trilhão no chamado “colchão da dívida”, a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 16,67% maior em termos nominais que os R$ 884,52 bilhões que estavam na reserva em abril. O montante ainda é 4,96% maior, em termos nominais, que o observado em maio de 2023 (R$ 983,18 bilhões).

O valor serve de termômetro para saber se o país tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa. O montante de maio era suficiente para cobrir oito meses de pagamentos de títulos, ante 8,35 meses em abril.

O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial equivalente a uma reserva para três meses de vencimentos. “Cabe destacar que os meses de agosto e setembro de 2024 e janeiro de 2025 concentrarão vencimentos estimados em R$ 797,57 bilhões”, diz o documento.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

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