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Economia

Dívida bruta do governo encerra 2025 em 78,7% do PIB

A dívida líquida, que leva em conta as reservas internacionais, atingiu 65,3% do PIB em dezembro, o maior percentual da série histórica

Lula e Ministro Fernando Haddad | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O governo central teve déficit primário de R$ 58,687 bilhões, ou 0,46% do PIB | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Banco Central (BC) informou, nesta sexta-feira, 30, que a dívida bruta do Brasil encerrou dezembro de 2025 em 78,7% do PIB, porcentual inferior ao previsto por analistas. O índice ficou abaixo do projetado em pesquisa da agência Reuters, que apontava 79,5%.

O resultado da dívida bruta representa queda em relação a novembro, quando estava em 79%, mas registra avanço perante os 76,3% observados em dezembro do ano anterior.

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No mesmo período, a dívida líquida do setor público subiu para 65,3% do PIB, ante 65,2% em novembro e 61,3% em dezembro de 2024.

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O setor público consolidado apresentou superávit primário de R$ 6,2 bilhões em dezembro, superando a estimativa de R$ 3 bilhões apontada por economistas ouvidos pela Reuters. Segundo o BC, o governo central registrou superávit de R$ 21,6 bilhões no mês.

Ao mesmo tempo, Estados e municípios anotaram déficit primário de R$ 19,8 bilhões, enquanto as empresas estatais fecharam dezembro com saldo positivo de R$ 4,5 bilhões.

Os dados reforçam um desempenho fiscal acima das expectativas de mercado no encerramento de 2025.

Dívida líquida bate recorde

Já a dívida líquida do setor público, que leva em conta as reservas internacionais, registrou elevação e atingiu 65,3% do PIB em dezembro. O valor, de R$ 8,3 trilhões, representa o maior porcentual da série histórica do Banco Central.

No consolidado, o setor público — que reúne União, Estados, municípios e estatais (com exceção de Petrobras e Eletrobras) — acumulou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025, o equivalente a 0,43% do PIB.

Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 307 da Revista Oeste

O montante ficou próximo das previsões de mercado, que apontavam déficit entre R$ 75,4 bilhões e R$ 43 bilhões, com mediana de R$ 56,2 bilhões. Em comparação, o déficit de 2024 havia sido de R$ 47,5 bilhões, ou 0,40% do PIB.

O desempenho negativo de 2025 só foi menor do que o registrado em 2023, quando o déficit somou R$ 249,1 bilhões, representando 2,28% do PIB brasileiro.

Desempenho dos entes federativos

Ao analisar os componentes, o governo central teve déficit primário de R$ 58,7 bilhões, ou 0,46% do PIB. Estados e municípios apresentaram superávit de R$ 9,5 bilhões, enquanto as estatais tiveram saldo negativo de R$ 5,9 bilhões.

Separadamente, os Estados fecharam 2025 com superávit de R$ 5,4 bilhões, representando 0,04% do PIB, e os municípios apresentaram saldo positivo de R$ 4 bilhões, equivalente a 0,03% do PIB.

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