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Economia

Depois de lucros recordes na pandemia, montadoras enfrentam crise e demitem

Rentabilidade das empresas foi afetada pelo aumento da concorrência chinesa

Durante a pandemia, a escassez de semicondutores permitiu que as montadoras elevassem os preços de seus veículos
Durante a pandemia, a escassez de semicondutores permitiu que as montadoras elevassem os preços de seus veículos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de registrarem lucros recordes durante a pandemia, as montadoras de automóveis agora enfrentam uma crise marcada por demissões e fechamento de fábricas. A Nissan decidiu dispensar 9 mil trabalhadores, enquanto a Volkswagen estuda fechar fábricas na Alemanha, algo inédito na história da marca.

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Na Stellantis, a queda nas vendas levou à saída de seu presidente-executivo, Carlos Tavares, na última semana. As dificuldades são o resultado de transições tecnológicas dispendiosas, instabilidade política e pressão crescente de fabricantes chineses, que têm se destacado no mercado global.

Impacto da normalização do mercado para as montadoras

Durante a pandemia, a escassez de semicondutores permitiu que as montadoras elevassem os preços de seus veículos. No entanto, essa situação se normalizou, e o mercado voltou ao cenário pré-pandêmico, com muitas fábricas em produção abaixo da capacidade.

+ BYD supera Tesla em faturamento — e perde em lucro

A rentabilidade das empresas foi afetada pelo aumento da concorrência chinesa. Marcas como BYD e Chery estão entrando no mercado internacional com veículos de qualidade e preços competitivos, pressionando montadoras ocidentais em países como Austrália, Tailândia e até o Brasil.

BYD
O sucesso da BYD na China em vender os carros elétricos de alta tecnologia a baixo custo se deve, parcialmente, ao controle de grande parte de sua cadeia de suprimentos | Foto: Reprodução/Twitter/X/@diegordao

Intensificação da concorrência chinesa

Na China, onde as montadoras estrangeiras antes tinham uma forte presença, suas vendas estão caindo. A Volkswagen, por exemplo, viu suas vendas reduzirem em 10% nos primeiros nove meses do ano. BMW e Mercedes-Benz também relataram quedas significativas, que afetam seus lucros.

Nos Estados Unidos, a GM anunciou que espera um impacto de mais de US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 30,2 bilhões) por causa da reestruturação de suas operações na China. Para enfrentar esses desafios, algumas montadoras estão buscando alianças estratégicas com empresas chinesas.

Alianças estratégicas com empresas da China

A Volkswagen está desenvolvendo novos modelos em parceria com a Xpeng para o mercado chinês. A Stellantis adquiriu uma participação na Leapmotor e começou a vender os veículos elétricos da empresa na Europa.

Na avaliação de Ferdinand Dudenhöffer, diretor do Centro de Investigação Automóvel em Bochum, na Alemanha, “os chineses estão ganhando espaço de mercado, e os alemães, perdendo”.

Leia também: “Venda de carros elétricos sobe quase 50% no Brasil, diz associação”

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2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Precisamos dar mais uma força a esses abnegados multinacionais . Nosso imposto é pra isso também

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Precisamos dar mais uma força a esses abnegados multinacionais . Nosso imposto é pra isso também

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