Durante anos, o Will Bank apostou em celebridades para se consolidar como um player confiável no mercado dos bancos digitais do Brasil. A estratégia mirava consumidores das classes C e D e buscava associar a marca a figuras admiradas, próximas do grande público e com forte presença nas redes sociais.
Entre os nomes escolhidos para dar rosto às campanhas, estavam artistas, atletas e comunicadores de grande alcance. Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira, participou de ações recentes da instituição.
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Luciano Huck, apresentador da TV Globo, também estrelou peças publicitárias do Will Bank. O cantor João Gomes apareceu em campanhas voltadas ao público jovem e popular do Nordeste.
A lista de pessoas influentes contratadas ao longo dos anos ainda inclui o influenciador digital Whindersson Nunes, a cantora Simone Mendes, Pabllo Vittar, a ginasta Rebeca Andrade, a ex-BBB Thelma e a atriz Maísa. Todos participaram de campanhas em um período em que o banco ampliou sua presença nacional. O discurso reforçava simplicidade, inclusão financeira e facilidade de acesso ao crédito.




As peças publicitárias circularam com força na televisão, na internet e nas redes sociais. O banco se apresentou como porta de entrada para milhões de brasileiros ao sistema financeiro digital. A estratégia ajudou o Will a alcançar mais de 10 milhões de clientes em poucos anos.
Relação do Will Bank com o Banco Master

Por trás da imagem popular, no entanto, o banco enfrentava dificuldades estruturais. Criado em 2017 por Felipe Félix, como uma evolução da emissora de cartões pag!, o Will Bank ganhou escala durante a pandemia. O crescimento rápido exigiu capital, controle de risco e supervisão mais rígida.
Em 2024, o Banco Master assumiu o controle total da operação ao comprar a Will Holding Financeira. O negócio incluiu todas as empresas do grupo.
Leia mais: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste
Nesta quarta-feira, 21, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Will Bank, depois de já ter colocado o Banco Master sob a mesma condição, em novembro do ano passado.
Mesmo com a decisão, o Will seguiu operando temporariamente sob um regime especial de administração. O BC determinou que os ativos do banco digital seriam vendidos sob supervisão direta do regulador. Os recursos servirão para pagar credores.
Antes da liquidação, o Master negociava a venda do Will como parte de um plano para reforçar seu capital. O banco digital se tornou um dos principais ativos colocados à mesa, mas a estratégia não avançou a tempo.





































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