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Economia

CSN apresenta plano para reduzir dívidas em R$ 18 bilhões

Com reestruturação, empresa pretende concentrar esforços no ramo da mineração

CSN
A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla de desalavancagem financeira da CSN | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou, nesta quinta-feira, 15, um plano de venda de ativos estratégicos com o objetivo de reduzir o endividamento da empresa em até R$ 18 bilhões.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirmou que pretende colocar à venda o controle de sua divisão de cimentos, além de uma participação relevante na CSN Infraestrutura. A expectativa é que os processos sejam concluídos até o fim deste ano.

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A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla de desalavancagem financeira da CSN. De acordo com a empresa, a alienação dos ativos permitirá reorganizar a estrutura de capital e concentrar esforços nos negócios mais rentáveis, como siderurgia e mineração.

A divisão de cimentos reúne fábricas, centros de distribuição e operações espalhadas por diversas regiões do país. A CSN não informou valores estimados para a venda nem eventuais interessados, mas confirmou que o processo envolverá a transferência do controle do negócio.

Já a CSN Infraestrutura concentra ativos logísticos estratégicos, como participações em ferrovias e terminais portuários, fundamentais para o escoamento da produção do grupo.

Com a reestruturação, o grupo concentrará seus esforços na área de mineração, considerada estratégica para a CSN. As reservas da empresa tem cerca de 2,2 bilhões de toneladas, tornando-a a sétima maior mineradora do planeta.

Mercado reage a anúncio da CSN

O mercado financeiro reagiu com cautela ao anúncio da CSN. As ações da empresa chegaram a registrar alta no início do pregão, mas oscilaram ao longo do dia, refletindo a atenção dos investidores à execução do plano apresentado, além do interesse do mercado na compra dos ativos.

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À CVM, a empresa afirmou que se compromete a manter acionistas e o mercado financeiro “devidamente informados” acerca das movimentações estratégicas do grupo.

Leia também: “A utopia brasileira e o pragmatismo chinês”, reportagem publicada na Edição 292 da Revista Oeste

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