publicidade
Economia

Copom sobe o tom e diz que 'não hesitará' em subir os juros, caso seja necessário

Ata reforça necessidade de uma política monetária contracionista por 'tempo suficiente'

Banco Central do Brasil (BC) | Foto: Divulgação/Banco Central
Banco Central do Brasil (BC) | Foto: Divulgação/Banco Central

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) subiu o tom e disse que “não hesitará” em elevar a taxa básica de juros caso julgue necessário. As informações constam na ata da última reunião do colegiado, divulgada nesta terça-feira, 6.

A autoridade monetária deve adotar uma postura cautelosa em relação às perspectivas inflacionárias, sem se comprometer com estratégias futuras. A Selic poderá subir se a manutenção em 10,5% não for suficiente para controlar a inflação.

Receba nossas atualizações

“Avaliará a melhor estratégia: de um lado, se […] a manutenção da taxa de juros por um tempo suficientemente longo levará a inflação à meta no horizonte relevante”, diz o texto.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

“De outro lado, o comitê, unanimemente, reforçou que não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta se julgar apropriado”, acrescenta a ata.

A ata reforçou a necessidade de uma política monetária contracionista por “tempo suficiente” para controlar a inflação.

No fim de julho, o Banco Central decidiu, pela segunda vez em 2024, manter a Selic em 10,5%, em decisão tomada por unanimidade.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A missão da autarquia é manter a inflação no centro da meta até o fim do ano, de 3%. Uma das formas de alcançar isso é aumentando os juros, que desacelera consumo e controla os preços.

O Copom mencionou ainda a alta do dólar e os dados de emprego dos Estados Unidos como preocupantes para a inflação. Esses fatores são vistos como indicativos de uma possível recessão.

Copom observa cenário externo

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) também manteve os juros entre 5,25% e 5,50%, o que torna os títulos norte-americanos mais atraentes para investidores e fortalece o dólar perante moedas emergentes.

Com a alta da divisa norte-americana, há uma pressão inflacionária no Brasil devido à dinâmica de importações e exportações.

“Como usual, o comitê focará os mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica inflacionária interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo”, afirma o documento.

“Reforçou-se, ademais, que um cenário de maior incerteza global e de movimentos cambiais mais abruptos exige maior cautela na condução da política monetária doméstica”, acrescenta o Copom.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade